Jó 3–41
Nova Tradução na Linguagem de HojeOther versions
Portuguese
Arabic
Czech
English
- DARBY 1890 Darby Bible
- ASV American Standard Version
- AV 1873 The Cambridge Paragraph Bible of the Authorized English Version
- CSB Christian Standard Bible
- D-R Douay-Rheims Bible
- ESV English Standard Version
- GW GOD’S WORD Translation
- GNB Good News Translation
- HCSB The Holman Christian Standard Bible
- KJV 1900 King James Version
- LSB Legacy Standard Bible
- LEB The Lexham English Bible
- MSG The Message: The Bible in Contemporary Language
- NET The NET Bible
- NASB95 New American Standard Bible (1995)
- NCV New Century Version
- NIrV New International Reader’s Version (1998)
- NIV New International Version (2011)
- NKJV The New King James Version
- NLT New Living Translation
- NRSVue New Revised Standard Version: Updated Edition
- RSV The Revised Standard Version
- RSVCE The Revised Standard Version, Catholic Edition
- YLT Young’s Literal Translation
French
German
Hebrew
Hungarian
Italian
Korean
Latin
Russian
Simplified Chinese
Spanish
Traditional Chinese
Finalmente Jó quebrou o silêncio e amaldiçoou o dia do seu nascimento. Jó disse:
“Maldito o dia em que nasci!
Maldita a noite em que disseram:
‘Já nasceu! É homem!’
Que aquele dia vire escuridão!
Que Deus, lá do alto, não se importe com ele,
e que nunca mais a luz o ilumine!
Que a escuridão e as trevas o dominem;
que as nuvens o cubram e apaguem a luz do sol!
Que aquela noite fique sempre escura
e que desapareça do calendário!
Que seja solitária e triste aquela noite,
e que nela não se escutem gritos de alegria!
Que seja amaldiçoada pelos feiticeiros,
aqueles que têm poder sobre o monstro Leviatãf !
Que escureçam as estrelas da sua manhã;
que ela espere a luz, e a luz não venha;
e que a sua madrugada não chegue,
pois ela deixou que minha mãe me desse à luz
e não me poupou de todo este sofrimento!
Por que não nasci morto?
“Por que não nasci morto?
Por que não morri ao nascer?
Por que a minha mãe me segurou no colo?
Por que me deu o seio e me amamentou?
Se eu tivesse morrido naquele momento,
agora estaria dormindo,
descansando em paz.
Estaria com reis e altas autoridades
que reconstruíram palácios antigos
ou estaria com governadores
que encheram as suas casas de ouro e de prata.
Se a minha mãe tivesse tido um aborto, às escondidas,
eu não teria existido
e seria como as crianças que nunca viram a luz do dia.
Na sepultura acaba a agitação dos maus,
e ali repousam os que estão cansados.
Ali os prisioneiros descansam juntos
e já não ouvem mais os gritos do capataz.
Ali estão os importantes e os humildes,
e os escravos ficam livres dos seus donos.2
Por que os infelizes continuam vivendo?
“Por que os infelizes continuam vendo a luz?
Por que deixar que vivam os que têm o coração amargurado?
Eles esperam a morte, e ela não vem,
embora a desejem mais do que riquezas.3
Eles ficam muito alegres e felizes
quando por fim descem para a sepultura.
Deus os faz caminhar às cegas
e os cerca de todos os lados.
“Em vez de comer, eu choro,
e os meus gemidos se derramam como água.
Aquilo que eu temia foi o que aconteceu,
e o que mais me dava medo me atingiu.
Não tenho paz, nem descanso, nem sossego;
só tenho agitação.”
4 Primeira fala de Elifaz (Caps. 4—5)
Então Elifaz, da região de Temã, em resposta disse:
“Jó, será que você ficará ofendido se eu falar?
Mas quem é que pode ficar calado?
Você ensinou muita gente
e deu forças a muitas pessoas desanimadas.
Quando alguém tropeçava, cansado e fraco,
as suas palavras o animavam a ficar de pé.
Mas agora que chegou a sua vez de sofrer,
como é que você perde a paciência e a coragem?
O seu temor a Deus não lhe dá confiança?
A sua vida correta não o enche de esperança?
Você lembra de alguma pessoa inocente
que tenha caído na desgraça
ou de alguma pessoa honesta
que tenha sido destruída?
Tenho notado que os que aram campos de maldade
e plantam sementes de desgraça
só colhem maldade e desgraça.
Como uma tempestade, Deus os destrói na sua ira.
Eles rugem como um leão feroz,
mas Deus os faz calar
e lhes quebra os dentes.
Assim como leões que não podem caçar,
eles morrem de fome,
e os seus filhos se espalham.
Alguém pode ser correto diante de Deus?
“Veio a mim de mansinho uma mensagem,
em voz tão baixa, que mal pude ouvir.
À noite, quando as pessoas dormem um sono pesado,
eu tive um pesadelo que me deixou agitado.4
O terror tomou conta de mim,
e o meu corpo inteiro começou a tremer.
Um sopro passou pelo meu rosto,
e eu fiquei todo arrepiado.
Alguém estava ali;
olhei bem, mas não pude ver a sua forma.
Houve silêncio, e depois ouvi uma voz, que disse:
‘Será que alguém pode ser correto diante de Deus?
Será que alguém pode ser puro aos olhos do seu Criador?
Deus não confia nem nos seus servidores celestiaisg
e até nos seus anjos ele encontra defeitos.
Então você pensa que ele vai confiar nos seres humanos,
que são feitos de barro,
que foram criados do pó
e que podem ser esmagados como uma traça?
Podemos estar vivos de manhã,
mas de tarde morremos para sempre,
e ninguém se importa.
A nossa vida se acaba
como cai uma barraca,
e morremos sem termos alcançado a sabedoria.’
5 Nós mesmos causamos o sofrimento
“Grite, Jó! Veja se alguém responde.
Que anjo você vai chamar?
Ficar desgostoso e amargurado é loucura,
é falta de juízo, que leva à morte.
Uma vez vi um homem sem juízo
que parecia estar progredindo na vida,
mas eu amaldiçoei a família dele.
Os seus filhos não têm segurança;
nos tribunais são condenados injustamente,
e não há ninguém que os defenda.
Os famintos ficam cobiçando as suas riquezas;
devoram as suas colheitas,
pegando até o trigo que nasce entre os espinhos.
A aflição não brota da terra;
a desgraça não nasce do chão:
somos nós mesmos que causamos o sofrimento,
tão certo como as faíscas das brasas voam para cima.
Deus dá esperança aos fracos
“Jó, se eu fosse você, voltaria para Deus
e entregaria o meu problema a ele.
Nós não podemos entender as coisas maravilhosas que ele faz,
e os seus milagres não têm fim.
Deus dá chuva à terra;
ele faz a água cair sobre os campos.
Deus põe os humildes nas alturas,
põe num lugar seguro os que choram.
Deus faz com que os planos dos espertos falhem
e que as suas ações fracassem;
ele pega os sábios nas suas espertezas
e acaba com as suas intrigas.5
Em pleno dia eles ficam no escuro
e ao meio-dia andam às cegas,
apalpando como se fosse noite.
Deus salva da morte os pobres;
ele livra os necessitados das mãos dos poderosos.
Deus dá esperança aos fracos
e tapa a boca dos maus.
As mãos de Deus curam
“Feliz é aquele a quem Deus corrige!
Por isso, não despreze o castigo do Deus Todo-Poderoso.6
Deus fere, mas ele mesmo faz o curativo;
ele machuca, mas as suas mãos curam.7
Vez após vez Deus salvará você do perigo
e não deixará que nenhum mal lhe aconteça.
Em tempo de fome, Deus não deixará que você morra
e em tempo de guerra ele o salvará da espada.
Ele o protegerá das más línguas,
e você não terá medo quando houver destruição.
Você se rirá quando houver violência e faltarem alimentos
e não terá medo dos animais selvagens.
Nos seus campos as pedras não estorvarão o arado,
e os animais selvagens não o atacarão.
Na sua casa você viverá em paz
e, quando contar as suas coisas,
não vai achar falta de nada.
Você terá muitos filhos,
e os seus descendentes serão tantos como as folhas de capim no pasto.
Você vai morrer velho e forte,
como um feixe de trigo colhido no tempo certo.
Jó, a vida nos ensina que é assim.
Esta é a verdade; pense nisso para o seu próprio bem.”
6 Resposta de Jó (Caps. 6—7)
Então em resposta Jó disse:
“Ah! Se a minha desgraça e os meus sofrimentos fossem postos numa balança,
com certeza pesariam mais do que a areia do mar.
E foi por isso que falei com violência.
As flechas venenosas do Deus Todo-Poderoso estão fincadas em mim,
e o veneno entra na minha alma.
Com os seus ataques, Deus me tem enchido de terror.
O jumento fica contente quando come capim,
e o boi não reclama quando tem pasto.
Mas quem gosta de comida sem sal?
Que gosto tem a clara do ovo?
Não tenho apetite para comer essas coisas,
e tudo o que como me faz mal.
“Ah! Se Deus me desse o que estou pedindo!
Ah! Se Deus respondesse à minha oração!
Então ele me tiraria a vida;
ele me atacaria e acabaria comigo!
Se eu soubesse que Deus faria isso,
daria pulos de alegria, mesmo sofrendo muita dor.
Pois Deus é santo,
e eu nunca fui contra as suas decisões.
Onde estão as minhas forças para resistir?
Por que viver, se não há esperança?
Será que sou forte como a pedra?
Será que o meu corpo é de bronze?
Não sou capaz de me ajudar a mim mesmo,
e não há ninguém que me socorra.
Meus amigos me desapontaram
“Uma pessoa desesperada merece a compaixão dos seus amigos,
mesmo que tenha deixado de temer
ao Deus Todo-Poderoso.
Mas eu não pude contar com vocês, meus amigos,
que me desapontaram como um riacho
que seca no verão.
Primeiro ele está cheio de gelo e de neve,
mas depois vira água,
que vai sumindo no calor,
até que no fim o seu leito fica seco e duro.
As caravanas se perdem procurando água;
avançam pelo deserto e ali morrem.
Aquelas que vêm de Temá e de Sabá
procuram esses ribeirões, cheias de esperança,
porém, quando chegam, todos ficam desapontados,
e a sua esperança morre ali.
Vocês são como esses ribeirões;
vocês vêem a minha miséria e ficam com medo.
Por acaso, pedi que vocês me dessem qualquer coisa?
Ou que me oferecessem um presente?
Será que pedi que me salvassem de um inimigo
ou que me livrassem das mãos dos bandidos?
Não me condenem
“Ensinem-me, que eu ficarei calado;
mostrem os erros que cometi.
Quem fala a verdade convence,
mas a acusação de vocês não prova nada.
Será que vocês querem criticar o que eu digo,
querem tratar as palavras de um homem desesperado
como se elas fossem vento?
Vocês seriam capazes de vender um órfão em leilão;
vocês venderiam até mesmo um amigo!
Olhem bem nos meus olhos
e digam se estou mentindo.
Retirem o que disseram; não sejam injustos.
Não me condenem; eu estou com a razão.
Vocês pensam que sou mentiroso?
Será que não sei o que é certo e o que é errado?
7 Só tenho tido desilusões
“A vida neste mundo é dura como o serviço militar;
todos têm de trabalhar pesado,
como o escravo que suspira pela sombra,
como o trabalhador que espera o seu salário.
Mês após mês só tenho tido desilusões,
e as minhas noites têm sido cheias de aflição.
Essas noites são compridas;
eu me canso de me virar na cama até de madrugada
e fico perguntando: “Será que já é hora de levantar?”
O meu corpo está coberto de bichos e de cascas de feridas;
a minha pele racha, e dela escorre pus.
Os meus dias passam mais depressa do que a lançadeira do tecelãoh
e vão embora sem deixar esperança.
Lembra, ó Deus, que a minha vida é apenas um sopro;
os meus olhos nunca mais verão a felicidade.8
Tu me vês agora, porém não me verás mais;
olharás para mim, mas eu já terei desaparecido.
Deixa-me em paz
“Como a nuvem que passa e some,
assim aquele que desce ao mundo dos mortos nunca mais volta;
ele não volta para casa;
ninguém lembra mais dele.
Por isso, não posso ficar calado.
Estou aflito, tenho de falar,
preciso me queixar,
pois o meu coração está cheio de amargura.
Será que eu sou o Mariou algum outro monstro do mar
para que fiques aí me vigiando?
Quando penso que na cama encontrarei descanso
e que o sono aliviará a minha dor,
então me espantas com sonhos
e com…
This passage has been shortened. Keep reading Jó 3–41 in Logos
Footnotes
Cross references
- 23.1-19 Jr 20:14–18
- 33.21 Ap 9:6
- 44.13 Jó 33:15
- 55.13 1 Co 3:19
- 65.17 Pv 3:11–12; Hb 12:5–6
- 75.18 Os 6:1
- 87.7 Sl 144:3–4
Copyright 2000 Sociedade Bíblica do Brasil