Mateus 26.50–27.50
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Jesus respondeu:
— Amigo, o que você vai fazer faça agora.
Então eles chegaram, prenderam Jesus e o amarraram.Mas um dos que estavam ali com Jesus tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou uma orelha dele.Aí Jesus disse:
— Guarde a sua espada, pois quem usa uma espada será morto por uma espada.Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos?Mas, nesse caso, como poderia se cumprir aquilo que as Escrituras Sagradas dizem que é preciso acontecer?
Depois Jesus disse para aquela gente:
— Vocês vêm com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido? Eu estava todos os dias ensinando no pátio do Templo, e vocês não me prenderam.211Mas tudo isso está acontecendo para se cumprir o que os profetas escreveram nas Escrituras Sagradas.
Então todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram.
Jesus diante do Conselho Superior Marcos 14:53–65; Lucas 22:54–55, 63–71; João 18:12–14, 19–24
Os homens que prenderam Jesus o levaram até a casa do Grande Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos alguns mestres da Lei e alguns líderes judeus.Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio da casa do Grande Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como aquilo ia terminar.
Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando alguma acusação falsa contra Jesus a fim de o condenar à morte.Mas não puderam encontrar nada contra ele, embora muitos se levantassem para dizer mentiras a respeito dele. Afinal dois homens se apresentarame disseram:
— Este homem afirmou: “Eu posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias.”212
Aí o Grande Sacerdote se levantou e perguntou a Jesus:
— Você não vai se defender desta acusação?
Mas Jesus ficou calado. Então o Grande Sacerdote tornou a perguntar:
— Em nome do Deus vivo, eu exijo que você diga para nós: você é o Messias, o Filho de Deus?
Jesus respondeu:
— Quem está dizendo isso é o senhor. Mas eu afirmo a vocês que de agora em diante vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo nas nuvens do céu!213
Aí o Grande Sacerdote rasgou as suas próprias roupas e disse:
— Ele blasfemou! Não precisamos mais de testemunhas! Vocês ouviram agora mesmo esta blasfêmia contra Deus!Então, o que resolvem?
Eles responderam:
— Ele é culpado e deve morrer!214
Em seguida cuspiram no rosto de Jesus e deram bofetadas nele. E os que batiam nele215diziam:
— Ei, Messias, adivinhe para nós quem foi que bateu em você!
Pedro nega Jesus Marcos 14:66–72; Lucas 22:56–62; João 18:15–18, 25–27
Pedro estava sentado lá fora no pátio, quando uma das empregadas chegou perto dele e disse:
— Você também estava com Jesus da Galiléia.
Mas ele negou diante de todos, dizendo:
— Eu não sei do que é que você está falando.
Depois foi para a entrada do pátio. Outra empregada o viu e disse às pessoas que estavam ali:
— Ele estava com Jesus de Nazaré.
Pedro negou outra vez, respondendo:
— Juro que não conheço esse homem!
Pouco depois, os que estavam ali chegaram perto de Pedro e disseram:
— O seu modo de falar mostra que, de fato, você também é um deles.
Então Pedro disse:
— Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!
Naquele instante o galo cantou,e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente.
27 Jesus é levado a Pilatos Marcos 15:1; Lucas 23:1–2; João 18:28–32
Assim que amanheceu, todos os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus fizeram os seus planos para conseguir que Jesus fosse morto.Eles o amarraram, levaram e entregaram ao governador Pilatos.
A morte de Judas Atos 1:18–19
Quando Judas, o traidor, viu que Jesus havia sido condenado, sentiu remorso e foi devolver as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos líderes judeus,dizendo:
— Eu pequei, entregando à morte um homem inocente.
Eles responderam:
— O que é que nós temos com isso? O problema é seu.
Então Judas jogou o dinheiro para dentro do Templo e saiu. Depois foi e se enforcou.
Os chefes dos sacerdotes pegaram o dinheiro e disseram:
— Isto é dinheiro sujo de sangue, e é contra a nossa Lei pôr esse dinheiro na caixa das ofertas do Templo.
Depois de conversarem sobre o assunto, resolveram usar o dinheiro para comprar o “Campo do Oleiro”, a fim de que servisse como cemitério para os não-judeus.Por isso aquele campo é chamado até hoje de “Campo de Sangue”.Assim aconteceu o que o profeta Jeremias tinha dito: “Eles pegaram as trinta moedas de prata, o preço que o povo de Israel tinha concordado em pagar por ele,e as usaram para comprar o campo do oleiro, como o Senhor me havia mandado fazer.”216
Jesus diante de Pilatos Marcos 15:2–5; Lucas 23:1–5; João 18:33–38a
Jesus estava em pé diante do Governador, e este o interrogou, dizendo:
— Você é o rei dos judeus?
Jesus respondeu:
— Quem está dizendo isso é o senhor.
Mas, quando foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus, Jesus não respondeu nada.Então Pilatos disse:
— Você não está ouvindo as acusações que estão fazendo contra você?
Porém Jesus não disse nada, e o Governador ficou muito admirado com isso.
Jesus é condenado à morte Marcos 15:6–15; Lucas 23:13–25; João 18:38b—19:16
Em toda Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos, a pedido do povo.Naquela ocasião estava preso um homem muito conhecido, chamado Jesus Barrabás.Então, quando a multidão se reuniu, Pilatos perguntou:
— Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?
Pilatos sabia muito bem que os líderes judeus haviam entregado Jesus porque tinham inveja dele.
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, a sua esposa lhe mandou o seguinte recado:
— Não tenha nada a ver com esse homem inocente porque esta noite, num sonho, eu sofri muito por causa dele.
Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus convenceram a multidão a pedir ao governador Pilatos que soltasse Barrabás e condenasse Jesus à morte.Então o Governador perguntou:
— Qual dos dois vocês querem que eu solte?
— Barrabás! — responderam eles.
Pilatos perguntou:
— Que farei então com Jesus, que é chamado de Messias?
— Crucifica! — responderam todos.
Ele perguntou:
— Que crime ele cometeu?
Aí começaram a gritar bem alto:
— Crucifica!
Então Pilatos viu que não conseguia nada e que o povo estava começando a se revoltar. Aí mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:
— Eu não sou responsável pela morte deste homem. Isso é com vocês.217
E toda a multidão respondeu:
— Que o castigo por esta morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos!
Então Pilatos soltou Barrabás, como eles haviam pedido. Depois mandou chicotear Jesus e o entregou para ser crucificado.
Os soldados zombam de Jesus Marcos 15:16–20; João 19:2–3
Depois os soldados de Pilatos levaram Jesus para o Palácio do Governador e reuniram toda a tropa em volta dele.Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com uma capa vermelha.Fizeram uma coroa de ramos cheios de espinhos, e a puseram na sua cabeça, e colocaram um bastão na sua mão direita. Aí começaram a se ajoelhar diante dele e a caçoar, dizendo:
— Viva o Rei dos Judeus!
Cuspiam nele, pegavam o bastão e batiam na sua cabeça.Depois de terem caçoado dele, tiraram a capa vermelha e o vestiram com as suas próprias roupas. Em seguida o levaram para o crucificarem.
A crucificação de Jesus Marcos 15:21–32; Lucas 23:26–43; João 19:17–27
Quando estavam saindo, os soldados encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.Eles chegaram a um lugar chamado Gólgota. (Gólgota quer dizer “Lugar da Caveira”.)Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Mas, depois que o provou, ele não quis beber.218Em seguida os soldados o crucificaram e repartiram as suas roupas entre si, tirando a sorte com dados, para ver qual seria a parte de cada um.219Depois disso sentaram ali e ficaram guardando Jesus.Puseram acima da sua cabeça uma tabuleta onde estava escrito como acusação contra ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.”Com Jesus, crucificaram também dois ladrões: um à sua direita e o outro à sua esquerda.
Os que passavam por ali caçoavam dele, balançavam a cabeça e o insultavam,220dizendo assim:
— Ei, você que disse que era capaz de destruir o Templo e tornar a construí-lo em três dias! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo!221
Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes judeus também caçoavam dele, dizendo:
— Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo! Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele!Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!222
E até os ladrões que foram crucificados com Jesus também o insultavam.
A morte de Jesus Marcos 15:33–41; Lucas 23:44–49; João 19:28–30
Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão.Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto:
— “Eli, Eli, lemá sabactani?” Essas palavras querem dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”223
Algumas pessoas que estavam ali ouviram isso e disseram:
— Ele está chamando Elias.
Uma dessas pessoas correu e molhou uma esponja em vinho comum, pôs na ponta de um bastão e deu para Jesus beber.224Mas outros disseram:
— Espere. Vamos ver se Elias vem salvá-lo!
Aí Jesus deu outro grito forte e morreu.
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