Salmo 7–12
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Deus defende o justo contra o ímpio
Canto de Davi. Entoado ao Senhor, com respeito às palavras de Cuxe, benjamita
71Senhor, Deus meu, em ti me refugio;
salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;
2para que ninguém, como leão, me arrebate,
despedaçando-me, não havendo quem me livre.
3Senhor, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam,
se nas minhas mãos há iniquidade,
4se paguei com o mal a quem estava em paz comigo,
eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia,
5persiga o inimigo a minha alma e alcance-a,
espezinhe no chão a minha vida
e arraste no pó a minha glória.
6Levanta-te, Senhor, na tua indignação,
mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários
e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste.
7Reúnam-se ao redor de ti os povos,
e por sobre eles remonta-te às alturas.
8O Senhor julga os povos;
julga-me, Senhor, segundo a minha retidão
e segundo a integridade que há em mim.
9Cesse a malícia dos ímpios,
mas estabelece tu o justo;
pois sondas a mente e o coraçãoa,
ó justo Deus.
10Deus é o meu escudo;
ele salva os retos de coração.
11Deus é justo juiz,
Deus que sente indignação todos os dias.
12Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada;
já armou o arco, tem-no pronto;
13para ele preparou já instrumentos de morte,
preparou suas setas inflamadas.
14Eis que o ímpio está com dores de iniquidade;
concebeu a malícia
e dá à luz a mentira.
15Abre, e aprofunda uma cova,
e cai nesse mesmo poço que faz.
16A sua malícia lhe recai sobre a cabeça,
e sobre a própria mioleira desce a sua violência.
17Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a sua justiça,
e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo.
A glória divina e a dignidade do filho do homem
Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lagares”. Salmo de Davi
81Ó Senhor, Senhor nosso,
quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2Da boca de pequeninos e crianças de peitoa
suscitaste força, por causa dos teus adversários,
para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4que é o homemb, que dele te lembres?
E o filho do homem, que o visites?
5Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus
e de glória e de honra o coroaste.
6Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão
e sob seus pés tudo lhe pusestec:
7ovelhas e bois, todos,
e também os animais do campo;
8as aves do céu, e os peixes do mar,
e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9Ó Senhor, Senhor nosso,
quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Ações de graças
Ao mestre de canto, segundo a melodia “A morte para o filho”. Salmo de Davi
91Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração;
contarei todas as tuas maravilhas.
2Alegrar-me-ei e exultarei em ti;
ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.
3Pois, ao retrocederem os meus inimigos,
tropeçam e somem-se da tua presença;
4porque sustentas o meu direito e a minha causa;
no trono te assentas e julgas retamente.
5Repreendes as nações, destróis o ímpio
e para todo o sempre lhes apagas o nome.
6Quanto aos inimigos, estão consumados,
suas ruínas são perpétuas,
arrasaste as suas cidades;
até a sua memória pereceu.
7Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente,
trono que erigiu para julgar.
8Ele mesmo julga o mundo com justiça;
administra os povos com retidão.
9O Senhor é também alto refúgio para o oprimido,
refúgio nas horas de tribulação.
10Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome,
porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.
11Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião;
proclamai entre os povos os seus feitos.
12Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles
e não se esquece do clamor dos aflitos.
13Compadece-te de mim, Senhor;
vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam,
tu que me levantas das portas da morte;
14para que, às portas da filha de Sião,
eu proclame todos os teus louvores
e me regozije da tua salvação.
15Afundam-se as nações na cova que fizeram,
no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.
16Faz-se conhecido o Senhor, pelo juízo que executa;
enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.
17Os perversos serão lançados no inferno,
e todas as nações que se esquecem de Deus.
18Pois o necessitado não será para sempre esquecido,
e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.
19Levanta-te, Senhor; não prevaleça o mortal.
Sejam as nações julgadas na tua presença.
20Infunde-lhes, Senhor, o medo;
saibam as nações que não passam de mortais.
A derrubada dos ímpios
101Por que, Senhor, te conservas longe?
E te escondes nas horas de tribulação?
2Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre;
sejam presas das tramas que urdiram.
3Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma,
o avarento maldiz o Senhor e blasfema contra ele.
4O perverso, na sua soberba, não investiga;
que não há Deus são todas as suas cogitações.
5São prósperos os seus caminhos em todo tempo;
muito acima e longe dele estão os teus juízos;
quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.
6Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado;
de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.
7A bocaa, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão;
debaixo da língua, insulto e iniquidade.
8Põe-se de tocaia nas vilas,
trucida os inocentes nos lugares ocultos;
seus olhos espreitam o desamparado.
9Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna;
está de emboscada para enlaçar o pobre:
apanha-o e, na sua rede, o enleia.
10Abaixa-se, rasteja;
em seu poder, lhe caem os necessitados.
11Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu,
virou o rosto e não verá isto nunca.
12Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão!
Não te esqueças dos pobres.
13Por que razão despreza o ímpio a Deus,
dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?
14Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor,
para que os possas tomar em tuas mãos.
A ti se entrega o desamparado;
tu tens sido o defensor do órfão.
15Quebranta o braço do perverso e do malvado;
esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.
16O Senhor é rei eterno:
da sua terra somem-se as nações.
17Tens ouvido, Senhor, o desejo dos humildes;
tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,
18para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido,
a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.
O Senhor é forte refúgio
Ao mestre de canto. Salmo de Davi
111No Senhor me refugio.
Como dizeis, pois, à minha alma:
Foge, como pássaro, para o teu monte?
2Porque eis aí os ímpios, armam o arco,
dispõem a sua flecha na corda,
para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.
3Ora, destruídos os fundamentos,
que poderá fazer o justo?
4O Senhor está no seu santo templo;
nos céus tem o Senhor seu trono;
os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.
5O Senhor põe à prova ao justo e ao ímpio;
mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.
6Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre,
e vento abrasador será a parte do seu cálice.
7Porque o Senhor é justo, ele ama a justiça;
os retos lhe contemplarão a face.
Auxílio contra a falsidade
Ao mestre de canto, para instrumentos de oito cordas. Salmo de Davi
121Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos;
desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.
2Falam com falsidade uns aos outros,
falam com lábios bajuladores e coração fingido.
3Corte o Senhor todos os lábios bajuladores,
a língua que fala soberbamente,
4pois dizem: Com a língua prevaleceremos,
os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?
5Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados,
eu me levantarei agora, diz o Senhor;
e porei a salvo a quem por isso suspira.
6As palavras do Senhor são palavras puras,
prata refinada em cadinho de barro,
depurada sete vezes.
7Sim, Senhor, tu nos guardarás;
desta geração nos livrarás para sempre.
8Por todos os lugares andam os perversos,
quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada.
Cross references
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