Salmo 59–60
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Súplica em prol de libertação
Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando Saul mandou que lhe sitiassem a casaa, para o matar
591Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos;
põe-me acima do alcance dos meus adversários.
2Livra-me dos que praticam a iniquidade
e salva-me dos homens sanguinários,
3pois que armam ciladas à minha alma;
contra mim se reúnem os fortes,
sem transgressão minha, ó Senhor, ou pecado meu.
4Sem culpa minha, eles se apressam e investem;
desperta, vem ao meu encontro e vê.
5Tu, Senhor, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel;
desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações;
não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniquidade.
6Ao anoitecer, uivam como cães,
à volta da cidade.
7Alardeiam de boca;
em seus lábios há espadas.
Pois dizem eles: Quem há que nos escute?
8Mas tu, Senhor, te rirás deles;
zombarás de todas as nações.
9Em ti, força minha, esperarei;
pois Deus é meu alto refúgio.
10Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade,
Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
11Não os mates, para que o meu povo não se esqueça;
dispersa-os pelo teu poder e abate-os,
ó Senhor, escudo nosso.
12Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios,
na sua própria soberba sejam enredados
e pela abominação e mentiras que proferem.
13Consome-os com indignação, consome-os,
de sorte que jamais existam
e se saiba que reina Deus em Jacó,
até aos confins da terra.
14Ao anoitecer, uivam como cães,
à volta da cidade.
15Vagueiam à procura de comida
e, se não se fartam, então, rosnam.
16Eu, porém, cantarei a tua força;
pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia;
pois tu me tens sido alto refúgio
e proteção no dia da minha angústia.
17A ti, força minha, cantarei louvores,
porque Deus é meu alto refúgio,
é o Deus da minha misericórdia.
Oração em tempos de guerra
601Ó Deus, tu nos rejeitaste e nos dispersaste;
tens estado indignado; oh! Restabelece-nos!
2Abalaste a terra, fendeste-a;
repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir.
3Fizeste o teu povo experimentar reveses
e nos deste a beber vinho que atordoa.
4Deste um estandarte aos que te temem,
para fugirem de diante do arco.
5Para que os teus amados sejam livres,
salva com a tua destra e responde-nos.
6Falou Deus na sua santidade:
Exultarei; dividirei Siquém
e medirei o vale de Sucote.
7Meu é Gileade, meu é Manassés;
Efraim é a defesa de minha cabeça;
Judá é o meu cetro.
8Moabe, porém, é a minha bacia de lavar;
sobre Edom atirarei a minha sandália;
sobre a Filístia jubilarei.
9Quem me conduzirá à cidade fortificada?
Quem me guiará até Edom?
10Não nos rejeitaste, ó Deus?
Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
11Presta-nos auxílio na angústia,
pois vão é o socorro do homem.
12Em Deus faremos proezas,
porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Footnotes
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil