Salmo 68.1–70.5
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1Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos;
de sua presença fogem os que o aborrecem.
2Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas;
como se derrete a cera ante o fogo,
assim à presença de Deus perecem os iníquos.
3Os justos, porém, se regozijam,
exultam na presença de Deus
e folgam de alegria.
4Cantai a Deus, salmodiai o seu nome;
exaltai o que cavalga sobre as nuvens.
Senhor é o seu nome, exultai diante dele.
5Pai dos órfãos e juiz das viúvas
é Deus em sua santa morada.
6Deus faz que o solitário more em família;
tira os cativos para a prosperidade;
só os rebeldes habitam em terra estéril.
7Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo,
ao avançares pelo deserto,
8tremeu a terra; também os céus gotejaram
à presença de Deus;
o próprio Sinaia se abalou na presença de Deus,
do Deus de Israel.
9Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança;
quando já ela estava exausta, tu a restabeleceste.
10Aí habitou a tua grei;
em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados.
11O Senhor deu a palavra,
grande é a falange das mensageiras das boas-novas.
12Reis de exércitos fogem e fogem;
a dona de casa reparte os despojos.
13Por que repousais entre as cercas dos apriscos?
As asas da pomba são cobertas de prata,
cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro.
14Quando o Todo-Poderoso ali dispersa os reis,
cai neve sobre o monte Zalmom.
15O monte de Deus é Basã,
serra de elevações é o monte de Basã.
16Por que olhais com inveja, ó montes elevados,
o monte que Deus escolheu para sua habitação?
O Senhor habitará nele para sempre.
17Os carros de Deus são vinte mil,
sim, milhares de milhares.
No meio deles, está o Senhor;
o Sinai tornou-se em santuário.
18Subiste às alturasb, levaste cativo o cativeiro;
recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes,
para que o Senhor Deus habite no meio deles.
19Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo!
Deus é a nossa salvação.
20O nosso Deus é o Deus libertador;
com Deus, o Senhor, está o escaparmos da morte.
21Sim, Deus parte a cabeça dos seus inimigos
e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos.
22Disse o Senhor: De Basã os farei voltar,
fá-los-ei tornar das profundezas do mar,
23para que banhes o pé em sangue,
e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos.
24Viu-se, ó Deus, o teu cortejo,
o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário.
25Os cantores iam adiante,
atrás, os tocadores de instrumentos de cordas,
em meio às donzelas com adufes.
26Bendizei a Deus nas congregações,
bendizei ao Senhor, vós que sois da estirpe de Israel.
27Ali, está o mais novo, Benjamim, que os precede,
os príncipes de Judá, com o seu séquito,
os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
28Reúne, ó Deus, a tua força,
força divina que usaste a nosso favor,
29oriunda do teu templo em Jerusalém.
Os reis te oferecerão presentes.
30Reprime a fera dos canaviais,
a multidão dos fortes como touros
e dos povos com novilhos;
calcai aos pés os que cobiçam barras de prata.
Dispersa os povos que se comprazem na guerra.
31Príncipes vêm do Egito;
a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus.
32Reinos da terra, cantai a Deus,
salmodiai ao Senhor,
33àquele que encima os céus, os céus da antiguidade;
eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa.
34Tributai glória a Deus;
a sua majestade está sobre Israel,
e a sua fortaleza, nos espaços siderais.
35Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários;
o Deus de Israel,
ele dá força e poder ao povo.
Bendito seja Deus!
O lamento do Messias
Ao mestre de canto. Segundo a melodia “Os lírios”. De Davi
691Salva-me, ó Deus,
porque as águas me sobem até à alma.
2Estou atolado em profundo lamaçal,
que não dá pé;
estou nas profundezas das águas,
e a corrente me submerge.
3Estou cansado de clamar,
secou-se-me a garganta;
os meus olhos desfalecem
de tanto esperar por meu Deus.
4São mais que os cabelos de minha cabeça
os que, sem razão, me odeiama;
são poderosos os meus destruidores,
os que com falsos motivos são meus inimigos;
por isso, tenho de restituir
o que não furtei.
5Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice,
e as minhas culpas não te são ocultas.
6Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti,
ó Senhor, Deus dos Exércitos;
nem por minha causa sofram vexame os que te buscam,
ó Deus de Israel.
7Pois tenho suportado afrontas por amor de ti,
e o rosto se me encobre de vexame.
8Tornei-me estranho a meus irmãos
e desconhecido aos filhos de minha mãe.
9Pois o zelo da tua casab me consumiu,
e as injúriasc dos que te ultrajam caem sobre mim.
10Chorei, em jejum está a minha alma,
e isso mesmo se me tornou em afrontas.
11Pus um pano de saco por veste
e me tornei objeto de escárnio para eles.
12Tagarelam sobre mim os que à porta se assentam,
e sou motivo para cantigas de beberrões.
13Quanto a mim, porém, Senhor,
faço a ti, em tempo favorável, a minha oração.
Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça;
pela tua fidelidade em socorrer,
14livra-me do tremedal,
para que não me afunde;
seja eu salvo dos que me odeiam
e das profundezas das águas.
15Não me arraste a corrente das águas,
nem me trague a voragem,
nem se feche sobre mim a boca do poço.
16Responde-me, Senhor, pois compassiva é a tua graça;
volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.
17Não escondas o rosto ao teu servo, pois estou atribulado;
responde-me depressa.
18Aproxima-te de minha alma e redime-a;
resgata-me por causa dos meus inimigos.
19Tu conheces a minha afronta,
a minha vergonha e o meu vexame;
todos os meus adversários estão à tua vista.
20O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci;
esperei por piedade, mas debalde;
por consoladores, e não os achei.
21Por alimento me deram fel
e na minha sede me deram a beber vinagred.
22Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço,
e a prosperidade, em armadilha.
23Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam;
e faze que sempre lhes vacile o dorso.e
24Derrama sobre eles a tua indignação,
e que o ardor da tua ira os alcance.
25Fique deserta a sua moradaf,
e não haja quem habite as suas tendas.
26Pois perseguem a quem tu feriste
e acrescentam dores àquele a quem golpeaste.
27Soma-lhes iniquidade à iniquidade,
e não gozem da tua absolvição.
28Sejam riscados do Livro dos Vivosg
e não tenham registro com os justos.
29Quanto a mim, porém, amargurado e aflito,
ponha-me o teu socorro, ó Deus, em alto refúgio.
30Louvarei com cânticos o nome de Deus,
exaltá-lo-ei com ações de graças.
31Será isso muito mais agradável ao Senhor
do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.
32Vejam isso os aflitos e se alegrem;
quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva.
33Porque o Senhor responde aos necessitados
e não despreza os seus prisioneiros.
34Louvem-no os céus e a terra,
os mares e tudo quanto neles se move.
35Porque Deus salvará Sião
e edificará as cidades de Judá,
e ali habitarão e hão de possuí-la.
36Também a descendência dos seus servos a herdará,
e os que lhe amam o nome nela habitarão.
Petição por auxílio divino
701Praza-te, ó Deus, em livrar-me;
dá-te pressa, ó Senhor, em socorrer-me.
2Sejam envergonhados e cobertos de vexame
os que me demandam a vida;
tornem atrás e cubram-se de ignomínia
os que se comprazem no meu mal.
3Retrocedam por causa da sua ignomínia
os que dizem: Benfeito! Benfeito!
4Folguem e em ti se rejubilem
todos os que te buscam;
e os que amam a tua salvação
digam sempre: Deus seja magnificado!
5Eu sou pobre e necessitado;
ó Deus, apressa-te em valer-me,
pois tu és o meu amparo e o meu libertador.
Senhor, não te detenhas!
Cross references
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil