Estudo Bíblico Logos

Salmo 51–100

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Confissão e arrependimento

Ao mestre de canto. Salmo de Davi, quando o profeta Natãa veio ter com ele, depois de haver ele possuído Bate-Seba

511Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade;

e, segundo a multidão das tuas misericórdias,

apaga as minhas transgressões.

2Lava-me completamente da minha iniquidade

e purifica-me do meu pecado.

3Pois eu conheço as minhas transgressões,

e o meu pecado está sempre diante de mim.

4Pequei contra ti, contra ti somente,

e fiz o que é mau perante os teus olhos,

de maneira que serás tido por justob no teu falar

e puro no teu julgar.

5Eu nasci na iniquidade,

e em pecado me concebeu minha mãe.

6Eis que te comprazes na verdade no íntimo

e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.

7Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo;

lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.

8Faze-me ouvir júbilo e alegria,

para que exultem os ossos que esmagaste.

9Esconde o rosto dos meus pecados

e apaga todas as minhas iniquidades.

10Cria em mim, ó Deus, um coração puro

e renova dentro de mim um espírito inabalável.

11Não me repulses da tua presença,

nem me retires o teu Santo Espírito.

12Restitui-me a alegria da tua salvação

e sustenta-me com um espírito voluntário.

13Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos,

e os pecadores se converterão a ti.

14Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus,

Deus da minha salvação,

e a minha língua exaltará a tua justiça.

15Abre, Senhor, os meus lábios,

e a minha boca manifestará os teus louvores.

16Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria;

e não te agradas de holocaustos.

17Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado;

coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

18Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade;

edifica os muros de Jerusalém.

19Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça,

dos holocaustos e das ofertas queimadas;

e sobre o teu altar se oferecerão novilhos.

Condenação do ímpio

Ao mestre de canto. Salmo didático de Davi, quando Doegue, edomitaa, fez saber a Saul que Davi entrara na casa de Abimeleque

521Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso?

Pois a bondade de Deus dura para sempre.

2A tua língua urde planos de destruição;

é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos!

3Amas o mal antes que o bem;

preferes mentir a falar retamente.

4Amas todas as palavras devoradoras,

ó língua fraudulenta!

5Também Deus te destruirá para sempre;

há de arrebatar-te e arrancar-te da tua tenda

e te extirpará da terra dos viventes.

6Os justos hão de ver tudo isso,

temerão e se rirão dele, dizendo:

7Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza;

antes, confiava na abundância dos seus próprios bens

e na sua perversidade se fortalecia.

8Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante,

na Casa de Deus;

confio na misericórdia de Deus

para todo o sempre.

9Dar-te-ei graças para sempre,

porque assim o fizeste;

na presença dos teus fiéis,

esperarei no teu nome, porque é bom.

A corrupção do pecador e sua redenção

531Diz o insensato no seu coração:

Não há Deus.

Corrompem-se e praticam iniquidade;

já não há quem faça o bem.

2Do céu, olha Deus para os filhos dos homens,

para ver se há quem entenda,

se há quem busque a Deus.a

3Todos se extraviaram e juntamente se corromperam;

não há quem faça o bem, não há nem sequer um.

4Acaso, não entendem os obreiros da iniquidade?

Esses, que devoram o meu povo como quem come pão?

Eles não invocam a Deus.

5Tomam-se de grande pavor,

onde não há a quem temer;

porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia;

tu os envergonhas, porque Deus os rejeita.

6Quem me dera que de Sião viesse já o livramento de Israel!

Quando Deus restaurar a sorte do seu povo,

então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.

Apelo para o socorro divino

Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de cordas. De Davi, quando os zifeus vierama dizer a Saul: Não está Davi homiziado entre nós?

541Ó Deus, salva-me, pelo teu nome,

e faze-me justiça, pelo teu poder.

2Escuta, ó Deus, a minha oração,

dá ouvidos às palavras da minha boca.

3Pois contra mim se levantam os insolentes,

e os violentos procuram tirar-me a vida;

não têm Deus diante de si.

4Eis que Deus é o meu ajudador,

o Senhor é quem me sustenta a vida.

5Ele retribuirá o mal aos meus opressores;

por tua fidelidade dá cabo deles.

6Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios;

louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom.

7Pois me livrou de todas as tribulações;

e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.

Que os traidores sejam destruídos

Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Salmo didático de Davi

551Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração;

não te escondas da minha súplica.

2Atende-me e responde-me;

sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,

3por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio;

pois sobre mim lançam calamidade

e furiosamente me hostilizam.

4Estremece-me no peito o coração,

terrores de morte me salteiam;

5temor e tremor me sobrevêm,

e o horror se apodera de mim.

6Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba!

Voaria e acharia pouso.

7Eis que fugiria para longe

e ficaria no deserto.

8Dar-me-ia pressa em abrigar-me

do vendaval e da procela.

9Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos,

porque vejo violência e contenda na cidade.

10Dia e noite giram nas suas muralhas,

e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia;

11há destruição no meio dela;

das suas praças não se apartam a opressão e o engano.

12Com efeito, não é inimigo que me afronta;

se o fosse, eu o suportaria;

nem é o que me odeia quem se exalta contra mim,

pois dele eu me esconderia;

13mas és tu, homem meu igual,

meu companheiro e meu íntimo amigo.

14Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos

e íamos com a multidão à Casa de Deus.

15A morte os assalte, e vivos desçam à cova!

Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo.

16Eu, porém, invocarei a Deus,

e o Senhor me salvará.

17À tarde, pela manhã e ao meio-dia,

farei as minhas queixas e lamentarei;

e ele ouvirá a minha voz.

18Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem;

pois são muitos contra mim.

19Deus ouvirá e lhes responderá,

ele, que preside desde a eternidade,

porque não há neles mudança nenhuma,

e não temem a Deus.

20Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele;

corrompeu a sua aliança.

21A sua boca era mais macia que a manteiga,

porém no coração havia guerra;

as suas palavras eram mais brandas que o azeite;

contudo, eram espadas desembainhadas.

22Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá;

jamais permitirá que o justo seja abalado.

23Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda;

homens sanguinários e fraudulentos

não chegarão à metade dos seus dias;

eu, todavia, confiarei em ti.

Conforto na perseguição

Ao mestre de canto. Segundo a melodia “A pomba nos terebintos distantes”. Hino de Davi, quando os filisteus o prenderam em Gatea

561Tem misericórdia de mim, ó Deus,

porque o homem procura ferir-me;

e me oprime pelejando todo o dia.

2Os que me espreitam continuamente querem ferir-me;

e são muitos os que atrevidamente me combatem.

3Em me vindo o temor,

hei de confiar em ti.

4Em Deus, cuja palavra eu exalto,

neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.

Que me pode fazer um mortal?

5Todo o dia torcem as minhas palavras;

os seus pensamentos são todos contra mim para o mal.

6Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos,

como aguardando a hora de me darem cabo da vida.

7Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade.

Derriba os povos, ó Deus, na tua ira!

8Contaste os meus passos quando sofri perseguições;

recolheste as minhas lágrimas no teu odre;

não estão elas inscritas no teu livro?

9No dia em que eu te invocar,

baterão em retirada os meus inimigos;

bem sei isto: que Deus é por mim.

10Em Deus, cuja palavra eu louvo,

no Senhor, cuja palavra eu louvo,

11neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.

Que me pode fazer o homem?

12Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus;

render-te-ei ações de graças.

13Pois da morte me livraste a alma,

sim, livraste da queda os meus pés,

para que eu ande na presença de Deus,

na luz da vida.

Louvor pela benignidade divina

571Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia,

pois em ti a minha alma se refugia;

à sombra das tuas asas me abrigo,

até que passem as calamidades.

2Clamarei ao Deus Altíssimo,

ao Deus que por mim tudo executa.

3Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra;

cobre de vergonha os que me ferem.

Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.

4Acha-se a minha alma entre leões,

ávidos de devorar os filhos dos homens;

lanças e flechas são os seus dentes,

espada afiada, a sua língua.

5Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

6Armaram rede aos meus passos,

a minha alma está abatida;

abriram cova diante de mim,

mas eles mesmos caíram nela.

7Firme está o meu coração, ó Deus,

o meu coração está firme;

cantarei e entoarei louvores.

8Desperta, ó minha alma!

Despertai, lira e harpa!

Quero acordar a alva.

9Render-te-ei graças entre os povos;

cantar-te-ei louvores entre as nações.

10Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus,

e a tua fidelidade, até às nuvens.

11Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

A sorte dos ímpios

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi

581Falais verdadeiramente justiça, ó juízes?

Julgais com retidão os filhos dos homens?

2Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades

e distribuís na terra a violência de vossas mãos.

3Desviam-se os ímpios desde a sua concepção;

nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.

4Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente;

são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,

5para não ouvir a voz dos encantadores,

do mais fascinante em encantamentos.

6Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca;

arranca, Senhor, os queixais aos leõezinhos.

7Desapareçam como águas que se escoam;

ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.

8Sejam como a lesma,…

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Notas de rodapé

  1. a2 Sm 12:1–15
  2. a1 Sm 22:9–10
  3. a1 Sm 23:19; 26:1
  4. a1 Sm 21:13–15

Referências cruzadas

  1. bRm 3:4
  2. aRm 3:10–12