Salmo 31.1–18
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1Em ti, Senhor, me refugio;
não seja eu jamais envergonhado;
livra-me por tua justiça.
2Inclina-me os ouvidos,
livra-me depressa;
sê o meu castelo forte,
cidadela fortíssima que me salve.
3Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza;
por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.
4Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram,
pois tu és a minha fortaleza.
5Nas tuas mãos, entrego o meu espíritoa;
tu me remiste, Senhor, Deus da verdade.
6Aborreces os que adoram ídolos vãos;
eu, porém, confio no Senhor.
7Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade,
pois tens visto a minha aflição,
conheceste as angústias de minha alma
8e não me entregaste nas mãos do inimigo;
firmaste os meus pés em lugar espaçoso.
9Compadece-te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado;
de tristeza os meus olhos se consomem,
e a minha alma e o meu corpo.
10Gasta-se a minha vida na tristeza,
e os meus anos, em gemidos;
debilita-se a minha força, por causa da minha iniquidade,
e os meus ossos se consomem.
11Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários,
espanto para os meus vizinhos
e horror para os meus conhecidos;
os que me veem na rua fogem de mim.
12Estou esquecido no coração deles, como morto;
sou como vaso quebrado.
13Pois tenho ouvido a murmuração de muitos,
terror por todos os lados;
conspirando contra mim,
tramam tirar-me a vida.
14Quanto a mim, confio em ti, Senhor.
Eu disse: tu és o meu Deus.
15Nas tuas mãos, estão os meus dias;
livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.
16Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo;
salva-me por tua misericórdia.
17Não seja eu envergonhado, Senhor,
pois te invoquei;
envergonhados sejam os perversos,
emudecidos na morte.
18Emudeçam os lábios mentirosos,
que falam insolentemente contra o justo,
com arrogância e desdém.
Cross references
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil