Salmo 108–110
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Deus concede vitória ao seu povo
1081Firme está o meu coração, ó Deus!
Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma.
2Despertai, saltério e harpa!
Quero acordar a alva.
3Render-te-ei graças entre os povos, ó Senhor!
Cantar-te-ei louvores entre as nações.
4Porque acima dos céus se eleva a tua misericórdia,
e a tua fidelidade, para além das nuvens.
5Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;
e em toda a terra esplenda a tua glória,
6para que os teus amados sejam livres;
salva com a tua destra e responde-nos.
7Disse Deus na sua santidade:
Exultarei; dividirei Siquém
e medirei o vale de Sucote.
8Meu é Gileade, meu é Manassés;
Efraim é a defesa de minha cabeça;
Judá é o meu cetro.
9Moabe, porém, é a minha bacia de lavar;
sobre Edom atirarei a minha sandália;
sobre a Filístia jubilarei.
10Quem me conduzirá à cidade fortificada?
Quem me guiará até Edom?
11Não nos rejeitaste, ó Deus?
Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
12Presta-nos auxílio na angústia,
pois vão é o socorro do homem.
13Em Deus faremos proezas,
porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Imprecações contra os inimigos
Ao mestre de canto. Salmo de Davi
1091Ó Deus do meu louvor, não te cales!
2Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos;
com mentirosa língua falam contra mim.
3Cercam-me com palavras odiosas
e sem causa me fazem guerra.
4Em paga do meu amor, me hostilizam;
eu, porém, oro.
5Pagaram-me o bem com o mal;
o amor, com ódio.
6Suscita contra ele um ímpio,
e à sua direita esteja um acusador.
7Quando o julgarem, seja condenado;
e, tida como pecado, a sua oração.
8Os seus dias sejam poucos,
e tome outro o seu encargoa.
9Fiquem órfãos os seus filhos,
e viúva, a sua esposa.
10Andem errantes os seus filhos e mendiguem;
e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11De tudo o que tem, lance mão o usurário;
do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos.
12Ninguém tenha misericórdia dele,
nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
13Desapareça a sua posteridade,
e na seguinte geração se extinga o seu nome.
14Na lembrança do Senhor, viva a iniquidade de seus pais,
e não se apague o pecado de sua mãe.
15Permaneçam ante os olhos do Senhor,
para que faça desaparecer da terra a memória deles.
16Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia,
mas perseguiu o aflito e o necessitado,
como também o quebrantado de coração,
para os entregar à morte.
17Amou a maldição; ela o apanhe;
não quis a bênção; aparte-se dele.
18Vestiu-se de maldição como de uma túnica:
penetre, como água, no seu interior
e nos seus ossos, como azeite.
19Seja-lhe como a roupa que o cobre
e como o cinto com que sempre se cinge.
20Tal seja, da parte do Senhor, o galardão dos meus contrários
e dos que falam mal contra a minha alma.
21Mas tu, Senhor Deus, age por mim, por amor do teu nome;
livra-me, porque é grande a tua misericórdia.
22Porque estou aflito e necessitado
e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
23Vou passando, como a sombra que declina;
sou atirado para longe, como um gafanhoto.
24De tanto jejuar, os joelhos me vacilam,
e de magreza vai mirrando a minha carne.
25Tornei-me para eles objeto de opróbrio;
quando me veem, meneiam a cabeçab.
26Socorre, Senhor, Deus meu!
Salva-me segundo a tua misericórdia.
27Para que saibam vir isso das tuas mãos;
que tu, Senhor, o fizeste.
28Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa;
sejam confundidos os que contra mim se levantam;
alegre-se, porém, o teu servo.
29Cubram-se de ignomínia os meus adversários,
e a sua própria confusão os envolva como uma túnica.
30Muitas graças darei ao Senhor com os meus lábios;
louvá-lo-ei no meio da multidão;
31porque ele se põe à direita do pobre,
para o livrar dos que lhe julgam a alma.
O reino e o sacerdócio do Messias
Salmo de Davi
1101Disse o Senhora ao meu senhor:
Assenta-te à minha direitab,
até que eu ponha os teus inimigosc
debaixo dos teus pés.
2O Senhor enviará de Sião o cetro do seu poder,
dizendo: Domina entre os teus inimigos.
3Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo,
no dia do teu poder;
com santos ornamentos,
como o orvalho emergindo da aurora,
serão os teus jovens.
4O Senhor jurou e não se arrependerá:
Tu és sacerdoted para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque.
5O Senhor, à tua direita,
no dia da sua ira, esmagará os reis.
6Ele julga entre as nações;
enche-as de cadáveres;
esmagará cabeças por toda a terra.
7De caminho, bebe na torrente
e passa de cabeça erguida.
Cross references
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil