Logos Bible Study

Números 23–24

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Balaão abençoa a Israel pela primeira vez

231Então, Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 2Fez, pois, Balaque como Balaão dissera; e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3Disse mais Balaão a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura, o Senhor me sairá ao encontro, e o que me mostrar to notificarei. Então, subiu a um morro desnudo. 4Encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro. 5Então, o Senhor pôs a palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balaque e falarás assim. 6E, tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. 7Então, proferiu a sua palavra e disse:

Balaque me fez vir de Arã,

o rei de Moabe, dos montes do Oriente;

vem, amaldiçoa-me a Jacó,

e vem, denuncia a Israel.

8Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou?

Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?

9Pois do cimo das penhas vejo Israel

e dos outeiros o contemplo:

eis que é povo que habita só

e não será reputado entre as nações.

10Quem contou o pó de Jacó

ou enumerou a quarta parte de Israel?

Que eu morra a morte dos justos,

e o meu fim seja como o dele.

11Então, disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que somente os abençoaste. 12Mas ele respondeu: Porventura, não terei cuidado de falar o que o Senhor pôs na minha boca?

13Então, Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde verás o povo; verás somente a parte mais próxima dele e não o verás todo; e amaldiçoa-mo dali. 14Levou-o consigo ao campo de Zofim, ao cimo de Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. 15Então, disse Balaão a Balaque: Fica, aqui, junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do Senhor. 16Encontrando-se o Senhor com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: Torna para Balaque e assim falarás. 17Vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas, com ele. Perguntou-lhe, pois, Balaque: Que falou o Senhor? 18Então, proferiu a sua palavra e disse:

Levanta-te, Balaque, e ouve;

escuta-me, filho de Zipor:

19Deus não é homem, para que minta;

nem filho de homem, para que se arrependa.

Porventura, tendo ele prometido, não o fará?

Ou, tendo falado, não o cumprirá?

20Eis que para abençoar recebi ordem;

ele abençoou, não o posso revogar.

21Não viu iniquidade em Jacó,

nem contemplou desventura em Israel;

o Senhor, seu Deus, está com ele,

no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei.

22Deus os tirou do Egito;

as forças deles são como as do boi selvagem.

23Pois contra Jacó não vale encantamento,

nem adivinhação contra Israel;

agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel:

Que coisas tem feito Deus!

24Eis que o povo se levanta como leoa

e se ergue como leão;

não se deita até que devore a presa

e beba o sangue dos que forem mortos.

25Então, disse Balaque a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás. 26Porém Balaão respondeu e disse a Balaque: Não te disse eu: tudo o que o Senhor falar, isso farei? 27Disse mais Balaque a Balaão: Ora, vem, e te levarei a outro lugar; porventura, parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes. 28Então, Balaque levou Balaão consigo ao cimo de Peor, que olha para o lado do deserto. 29Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 30Balaque, pois, fez como dissera Balaão e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro.

Balaão abençoa a Israel pela terceira vez

241Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do Senhor que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto. 2Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. 3Proferiu a sua palavra e disse:

Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem de olhos abertos;

4palavra daquele que ouve os ditos de Deus,

o que tem a visão do Todo-Poderoso

e prostra-se, porém de olhos abertos:

5Que boas são as tuas tendas, ó Jacó!

Que boas são as tuas moradas, ó Israel!

6Como vales que se estendem,

como jardins à beira dos rios,

como árvores de sândalo que o Senhor plantou,

como cedros junto às águas.

7Águas manarão de seus baldes,

e as suas sementeiras terão águas abundantes;

o seu rei se levantará mais do que Agague,

e o seu reino será exaltado.

8Deus tirou do Egito a Israel,

cujas forças são como as do boi selvagem;

consumirá as nações, seus inimigos,

e quebrará seus ossos,

e, com as suas setas, os atravessará.

9Este abaixou-sea, deitou-se como leão

e como leoa; quem o despertará?

Benditosb os que te abençoarem,

e malditos os que te amaldiçoarem.

10Então, a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; porém, agora, já três vezes, somente os abençoaste. 11Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o Senhor te privou delas. 12Então, Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo: 13ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia traspassar o mandado do Senhor, fazendo de mim mesmo bem ou mal; o que o Senhor falar, isso falarei? 14Agora, eis que vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que fará este povo ao teu, nos últimos dias.

15Então, proferiu a sua palavra e disse:

Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem de olhos abertos,

16palavra daquele que ouve os ditos de Deus

e sabe a ciência do Altíssimo;

daquele que tem a visão do Todo-Poderoso

e prostra-se, porém de olhos abertos:

17Vê-lo-ei, mas não agora;

contemplá-lo-ei, mas não de perto;

uma estrela procederá de Jacó,

de Israel subirá um cetro

que ferirá as têmporas de Moabe

e destruirá todos os filhos de Sete.

18Edom será uma possessão;

Seir, seus inimigos, também será uma possessão;

mas Israel fará proezas.

19De Jacó sairá o dominador

e exterminará os que restam das cidades.

20Viu Balaão a Amaleque, proferiu a sua palavra e disse:

Amaleque é o primeiro das nações;

porém o seu fim será destruição.

21Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse:

Segura está a tua habitação,

e puseste o teu ninho na penha.

22Todavia, o queneu será consumido.

Até quando? Assur te levará cativo.

23Proferiu ainda a sua palavra e disse:

Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto?

24Homens virão das costas de Quitim em suas naus;

afligirão a Assur e a Héber;

e também eles mesmos perecerão.

25Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho.

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Cross references

  1. aGn 49:9
  2. bGn 12:3