Lucas 18.1–23
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A parábola do juiz iníquo
181Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: 2Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. 3Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. 4Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; 5todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. 6Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. 7Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? 8Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
9Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exaltaa será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
15Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. 16Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. 17Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.
18Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 19Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus. 20Sabes os mandamentos: Não adulterarásb, não matarásc, não furtarásd, não dirás falso testemunhoe, honra a teu pai e a tua mãef. 21Replicou ele: Tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 22Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. 23Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.
Cross references
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