Salmo 56–60
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Conforto na perseguição
Ao mestre de canto. Segundo a melodia “A pomba nos terebintos distantes”. Hino de Davi, quando os filisteus o prenderam em Gatea
561Tem misericórdia de mim, ó Deus,
porque o homem procura ferir-me;
e me oprime pelejando todo o dia.
2Os que me espreitam continuamente querem ferir-me;
e são muitos os que atrevidamente me combatem.
3Em me vindo o temor,
hei de confiar em ti.
4Em Deus, cuja palavra eu exalto,
neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.
Que me pode fazer um mortal?
5Todo o dia torcem as minhas palavras;
os seus pensamentos são todos contra mim para o mal.
6Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos,
como aguardando a hora de me darem cabo da vida.
7Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade.
Derriba os povos, ó Deus, na tua ira!
8Contaste os meus passos quando sofri perseguições;
recolheste as minhas lágrimas no teu odre;
não estão elas inscritas no teu livro?
9No dia em que eu te invocar,
baterão em retirada os meus inimigos;
bem sei isto: que Deus é por mim.
10Em Deus, cuja palavra eu louvo,
no Senhor, cuja palavra eu louvo,
11neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.
Que me pode fazer o homem?
12Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus;
render-te-ei ações de graças.
13Pois da morte me livraste a alma,
sim, livraste da queda os meus pés,
para que eu ande na presença de Deus,
na luz da vida.
Louvor pela benignidade divina
571Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia,
pois em ti a minha alma se refugia;
à sombra das tuas asas me abrigo,
até que passem as calamidades.
2Clamarei ao Deus Altíssimo,
ao Deus que por mim tudo executa.
3Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra;
cobre de vergonha os que me ferem.
Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.
4Acha-se a minha alma entre leões,
ávidos de devorar os filhos dos homens;
lanças e flechas são os seus dentes,
espada afiada, a sua língua.
5Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;
e em toda a terra esplenda a tua glória.
6Armaram rede aos meus passos,
a minha alma está abatida;
abriram cova diante de mim,
mas eles mesmos caíram nela.
7Firme está o meu coração, ó Deus,
o meu coração está firme;
cantarei e entoarei louvores.
8Desperta, ó minha alma!
Despertai, lira e harpa!
Quero acordar a alva.
9Render-te-ei graças entre os povos;
cantar-te-ei louvores entre as nações.
10Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus,
e a tua fidelidade, até às nuvens.
11Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;
e em toda a terra esplenda a tua glória.
A sorte dos ímpios
Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi
581Falais verdadeiramente justiça, ó juízes?
Julgais com retidão os filhos dos homens?
2Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades
e distribuís na terra a violência de vossas mãos.
3Desviam-se os ímpios desde a sua concepção;
nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.
4Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente;
são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,
5para não ouvir a voz dos encantadores,
do mais fascinante em encantamentos.
6Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca;
arranca, Senhor, os queixais aos leõezinhos.
7Desapareçam como águas que se escoam;
ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.
8Sejam como a lesma, que passa diluindo-se;
como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.
9Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor,
tanto os verdes como os que estão em brasa
serão arrebatados como por um redemoinho.
10Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança;
banhará os pés no sangue do ímpio.
11Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo;
há um Deus, com efeito, que julga na terra.
Súplica em prol de libertação
Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando Saul mandou que lhe sitiassem a casaa, para o matar
591Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos;
põe-me acima do alcance dos meus adversários.
2Livra-me dos que praticam a iniquidade
e salva-me dos homens sanguinários,
3pois que armam ciladas à minha alma;
contra mim se reúnem os fortes,
sem transgressão minha, ó Senhor, ou pecado meu.
4Sem culpa minha, eles se apressam e investem;
desperta, vem ao meu encontro e vê.
5Tu, Senhor, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel;
desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações;
não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniquidade.
6Ao anoitecer, uivam como cães,
à volta da cidade.
7Alardeiam de boca;
em seus lábios há espadas.
Pois dizem eles: Quem há que nos escute?
8Mas tu, Senhor, te rirás deles;
zombarás de todas as nações.
9Em ti, força minha, esperarei;
pois Deus é meu alto refúgio.
10Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade,
Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
11Não os mates, para que o meu povo não se esqueça;
dispersa-os pelo teu poder e abate-os,
ó Senhor, escudo nosso.
12Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios,
na sua própria soberba sejam enredados
e pela abominação e mentiras que proferem.
13Consome-os com indignação, consome-os,
de sorte que jamais existam
e se saiba que reina Deus em Jacó,
até aos confins da terra.
14Ao anoitecer, uivam como cães,
à volta da cidade.
15Vagueiam à procura de comida
e, se não se fartam, então, rosnam.
16Eu, porém, cantarei a tua força;
pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia;
pois tu me tens sido alto refúgio
e proteção no dia da minha angústia.
17A ti, força minha, cantarei louvores,
porque Deus é meu alto refúgio,
é o Deus da minha misericórdia.
Oração em tempos de guerra
601Ó Deus, tu nos rejeitaste e nos dispersaste;
tens estado indignado; oh! Restabelece-nos!
2Abalaste a terra, fendeste-a;
repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir.
3Fizeste o teu povo experimentar reveses
e nos deste a beber vinho que atordoa.
4Deste um estandarte aos que te temem,
para fugirem de diante do arco.
5Para que os teus amados sejam livres,
salva com a tua destra e responde-nos.
6Falou Deus na sua santidade:
Exultarei; dividirei Siquém
e medirei o vale de Sucote.
7Meu é Gileade, meu é Manassés;
Efraim é a defesa de minha cabeça;
Judá é o meu cetro.
8Moabe, porém, é a minha bacia de lavar;
sobre Edom atirarei a minha sandália;
sobre a Filístia jubilarei.
9Quem me conduzirá à cidade fortificada?
Quem me guiará até Edom?
10Não nos rejeitaste, ó Deus?
Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
11Presta-nos auxílio na angústia,
pois vão é o socorro do homem.
12Em Deus faremos proezas,
porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Footnotes
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil