Estudo Bíblico Logos

Mateus 19–20

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19 Jesus fala sobre o divórcio Mateus 5:31–32; Marcos 10:1–12; Lucas 16:18

Depois de dizer isso, Jesus saiu da Galiléia e foi para a região da Judéia que fica no lado leste do rio Jordão.Uma grande multidão o seguiu, e ali ele curou os doentes.

Alguns fariseus chegaram perto dele e, querendo conseguir alguma prova contra ele, perguntaram:

— Será que pela nossa Lei um homem pode, por qualquer motivo, mandar a sua esposa embora?

Jesus respondeu:

— Por acaso vocês não leram o trecho das Escrituras que diz: “No começo o Criador os fez homem e mulher”?148E Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.”149Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu.

Os fariseus perguntaram:

— Nesse caso, por que é que Moisés permitiu ao homem mandar a sua esposa embora se der a ela um documento de divórcio?150

Jesus respondeu:

— Moisés deu essa permissão por causa da dureza do coração de vocês; mas no princípio da criação não era assim.Portanto, eu afirmo a vocês o seguinte: o homem que mandar a sua esposa embora, a não ser em caso de adultério, se tornará adúltero se casar com outra mulher.151

Os discípulos de Jesus disseram:

— Se é esta a situação entre o homem e a sua esposa, então é melhor não casar.

Jesus respondeu:

— Este ensinamento não é para todos, mas somente para aqueles a quem Deus o tem dado.Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim; outros, porque foram castrados; e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder, que aceite este ensinamento.

Jesus e as crianças Marcos 10:13–16; Lucas 18:15–17

Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças para Jesus pôr as mãos sobre elas e orar, mas os discípulos repreenderam as pessoas que fizeram isso.Aí ele disse:

— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.

Então Jesus pôs as mãos sobre elas e foi embora.

O moço rico Marcos 10:17–31; Lucas 18:18–30

Certa vez um homem chegou perto de Jesus e perguntou:

— Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a vida eterna?

Jesus respondeu:

— Por que é que você está me perguntando a respeito do que é bom? Bom só existe um. Se você quer entrar na vida eterna, guarde os mandamentos.

— Que mandamentos? — perguntou ele.

Jesus respondeu:

— “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém,152respeite o seu pai e a sua mãe e ame os outros como você ama a você mesmo.”153

— Eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! — respondeu o moço. — O que mais me falta fazer?

Jesus respondeu:

— Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.

Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico.Jesus então disse aos discípulos:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito difícil um rico entrar no Reino do Céu.E digo ainda que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.

Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito admirados e perguntavam:

— Então, quem é que pode se salvar?

Jesus olhou para eles e respondeu:

— Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível.

Aí Pedro disse:

— Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?

Jesus respondeu:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando chegar o tempo em que Deus vai renovar tudo e o Filho do Homem se sentar no seu trono glorioso, vocês, os meus discípulos, também vão sentar-se em doze tronos para julgar as doze tribos do povo de Israel.154E todos os que, por minha causa, deixarem casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras receberão cem vezes mais e também a vida eterna.Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.155

20 Os trabalhadores da plantação de uvas

Jesus disse:

— O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação.Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação.Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada.Então disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo.”

— E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores.Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: “Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?”

— “É porque ninguém nos contratou!” — responderam eles.

— Então ele disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação.”

— No fim do dia, ele disse ao administrador: “Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros.”156

— Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um.Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um.Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão,dizendo: “Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós agüentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!”

— Aí o dono disse a um deles: “Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata?Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você.Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?”

E Jesus terminou, dizendo:

— Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros.157

Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição Marcos 10:32–34; Lucas 18:31–34

Quando Jesus estava subindo para Jerusalém, chamou os discípulos para um lado e falou com eles em particular, enquanto caminhavam. Ele disse:

— Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à mortee o entregarão aos não-judeus. Estes vão zombar dele, bater nele e crucificá-lo; mas no terceiro dia ele será ressuscitado.

O pedido de uma mãe Marcos 10:35–45

Então a mãe dos filhos de Zebedeu chegou com os seus filhos perto de Jesus, curvou-se e pediu a ele um favor.

— O que é que você quer? — perguntou Jesus.

Ela respondeu:

— Prometa que, quando o senhor se tornar Rei, estes meus dois filhos sentarão à sua direita e à sua esquerda.

Jesus disse aos dois filhos dela:

— Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber?

— Podemos! — responderam eles.

Então Jesus disse:

— De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber, mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi o meu Pai quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser.

Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos.Então Jesus chamou todos para perto de si e disse:

— Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles, e os poderosos mandam neles.Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros,158e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês.159Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Jesus cura dois cegos Marcos 10:46–52; Lucas 18:35–43

Quando Jesus e os discípulos estavam saindo de Jericó, uma grande multidão seguia Jesus.Dois cegos, sentados na beira do caminho, ouviram alguém dizer que ele estava passando e começaram a gritar:

— Senhor, Filho de Davi, tenha pena de nós!

A multidão os repreendeu e mandou que calassem a boca, mas eles gritaram ainda mais:

— Senhor, Filho de Davi, tenha pena de nós!

Então Jesus parou, chamou os cegos e perguntou:

— O que é que vocês querem que eu faça?

— Senhor, queremos poder enxergar! — responderam eles.

Jesus teve pena dos cegos e tocou nos olhos deles. No mesmo instante eles puderam ver e então seguiram Jesus.

Ler no Logos

Referências cruzadas

  1. 14819.4 Gn 1:27; 5:2
  2. 14919.5 Gn 2:24
  3. 15019.7 Dt 24:1–4; Mt 5:31
  4. 15119.9 1 Co 7:10–11
  5. 15219.18 a Êx 20:13; Dt 5:17; b Êx 20:14; Dt 5:18; c Êx 20:15; Dt 5:19; d Êx 20:16; Dt 5:20
  6. 15319.19 a Êx 20:12; Dt 5:16; b Lv 19:18
  7. 15419.28 a Mt 25:31; b Lc 22:30
  8. 15519.30 Mt 20:16; Lc 13:30
  9. 15620.8 Lv 19:13; Dt 24:15
  10. 15720.16 Mt 19:30; Mc 10:31; Lc 13:30
  11. 15820.25-26 Lc 22:25–26
  12. 15920.26-27 Mt 23:11; Mc 9:35; Lc 22:26