Apocalipse 16–18
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O primeiro flagelo
161Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.
2Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosasa.
3Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.
4Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.b 5Então, ouvi o anjo das águas dizendo:
Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo,
pois julgaste estas coisas;
6porquanto derramaram sangue de santos e de profetas,
também sangue lhes tens dado a beber;
são dignos disso.
7Ouvi do altar que se dizia:
Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso,
verdadeiros e justos são os teus juízos.
8O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo. 9Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.
10Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevasc, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam 11e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.
12Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaramd, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol. 13Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. 15 (Eis que venho como vem o ladrão e. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.) 16Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedomf.
17Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! 18E sobrevieram relâmpagosg, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. 19E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cáliceh do vinho do furor da sua ira. 20Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; 21também desabou do céu sobre os homens grande saraivadai, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.
A descrição da grande meretriz
171Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águasa, 2com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidãob, foi que se embebedaram os que habitam na terra. 3Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa bestac escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. 4Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ourod transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. 5Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra. 6Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto. 7O anjo, porém, me disse: Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher: 8a bestae que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vidaf desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá. 9Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, 10dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. 11E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição. 12Os dez chifresg que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. 13Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. 14Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele. 15Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas. 16Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. 17Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, o executem à uma e deem à besta o reino que possuem, até que se cumpram as palavras de Deus. 18A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra.
O anúncio da queda de Babilônia
181Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. 2Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiua a grande Babilônia e se tornou morada de demôniosb, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestávelc, 3pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituiçãod. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.
4Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos delae, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; 5porque os seus pecados se acumularam até ao céuf, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. 6Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiug, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. 7O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! 8Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.h
9Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, 10e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.i 11E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, 12mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; 13e canela de cheiro, especiarias, incenso, unguento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. 14O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados. 15Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, 16dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, 17porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. 18Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? 19Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!j 20Exultai sobre elak, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.
21Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônial, a grande cidade, e nunca jamais será achadam. 22E voz de harpistasn, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. 23Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noivao jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. 24E nela se achou sangue de profetasp, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.
Cross references
- aÊx 9:10
- bÊx 7:17–21
- cÊx 10:21
- dIs 11:15–16
- eMt 24:43–44; Lc 12:39–40
- f2 Rs 23:29; 2 Cr 35:22
- gAp 8:5; 11:13, 19
- hIs 51:17
- iÊx 9:23
- aJr 51:13
- bJr 51:7
- cAp 13:1
- dJr 51:7
- eDn 7:3
- fSl 69:28
- gDn 7:24
- aIs 21:9
- bJr 50:39
- cIs 13:21
- dJr 51:7
- eIs 48:20; Jr 50:8
- fJr 51:9
- gSl 137:8; Jr 50:29
- hIs 47:8–9
- iEz 26:16–17
- jEz 27:25–36
- kJr 51:48
- lJr 51:63–64
- mEz 26:21
- nEz 26:12
- oJr 25:10
- pJr 51:49
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