Isaías 32
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O reinado do justo Rei
321Eis aí está que reinará um rei com justiça, e em retidão governarão príncipes. 2Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e de sombra de grande rocha em terra sedenta. 3Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos. 4O coração dos temerários saberá compreender, e a língua dos gagos falará pronta e distintamente. 5Ao louco nunca mais se chamará nobre, e do fraudulento jamais se dirá que é magnânimo. 6Porque o louco fala loucamente, e o seu coração obra o que é iníquo, para usar de impiedade e para proferir mentiras contra o Senhor, para deixar o faminto na ânsia da sua fome e fazer que o sedento venha a ter falta de bebida. 7Também as armas do fraudulento são más; ele maquina intrigas para arruinar os desvalidos, com palavras falsas, ainda quando a causa do pobre é justa. 8Mas o nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará.
9Levantai-vos, mulheres que viveis despreocupadamente, e ouvi a minha voz; vós, filhas, que estais confiantes, inclinai os ouvidos às minhas palavras. 10Porque daqui a um ano e dias vireis a tremer, ó mulheres que estais confiantes, porque a vindima se acabará, e não haverá colheita. 11Tremei, mulheres que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes. Despi-vos, e ponde-vos desnudas, e cingi com panos de saco os lombos. 12Batei no peito por causa dos campos aprazíveis e por causa das vinhas frutíferas. 13Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e abrolhos, como também sobre todas as casas onde há alegria, na cidade que exulta. 14O palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; Ofel e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, folga para os jumentos selvagens e pastos para os rebanhos; 15até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque; 16o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar. 17O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre. 18O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos, 19ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida. 20Bem-aventurados vós, os que semeais junto a todas as águas e dais liberdade ao pé do boi e do jumento.
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil