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Provérbios 10–22

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O justo em contraste com o perverso

101Provérbios de Salomão.

O filho sábio alegra a seu pai,

mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.

2Os tesouros da impiedade de nada aproveitam,

mas a justiça livra da morte.

3O Senhor não deixa ter fome o justo,

mas rechaça a avidez dos perversos.

4O que trabalha com mão remissa empobrece,

mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se.

5O que ajunta no verão é filho sábio,

mas o que dorme na sega é filho que envergonha.

6Sobre a cabeça do justo há bênçãos,

mas na boca dos perversos mora a violência.

7A memória do justo é abençoada,

mas o nome dos perversos cai em podridão.

8O sábio de coração aceita os mandamentos,

mas o insensato de lábios vem a arruinar-se.

9Quem anda em integridade anda seguro,

mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.

10O que acena com os olhos traz desgosto,

e o insensato de lábios vem a arruinar-se.

11A boca do justo é manancial de vida,

mas na boca dos perversos mora a violência.

12O ódio excita contendas,

mas o amor cobre todas as transgressõesa.

13Nos lábios do prudente, se acha sabedoria,

mas a vara é para as costas do falto de senso.

14Os sábios entesouram o conhecimento,

mas a boca do néscio é uma ruína iminente.

15Os bens do rico são a sua cidade forte;

a pobreza dos pobres é a sua ruína.

16A obra do justo conduz à vida,

e o rendimento do perverso, ao pecado.

17O caminho para a vida é de quem guarda o ensino,

mas o que abandona a repreensão anda errado.

18O que retém o ódio é de lábios falsos,

e o que difama é insensato.

19No muito falar não falta transgressão,

mas o que modera os lábios é prudente.

20Prata escolhida é a língua do justo,

mas o coração dos perversos vale mui pouco.

21Os lábios do justo apascentam a muitos,

mas, por falta de senso, morrem os tolos.

22A bênção do Senhor enriquece,

e, com ela, ele não traz desgosto.

23Para o insensato, praticar a maldade é divertimento;

para o homem inteligente, o ser sábio.

24Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém,

mas o anelo dos justos Deus o cumpre.

25Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso,

mas o justo tem perpétuo fundamento.

26Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos,

assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.

27O temor do Senhor prolonga os dias da vida,

mas os anos dos perversos serão abreviados.

28A esperança dos justos é alegria,

mas a expectação dos perversos perecerá.

29O caminho do Senhor é fortaleza para os íntegros,

mas ruína aos que praticam a iniquidade.

30O justo jamais será abalado,

mas os perversos não habitarão a terra.

31A boca do justo produz sabedoria,

mas a língua da perversidade será desarraigada.

32Os lábios do justo sabem o que agrada,

mas a boca dos perversos, somente o mal.

111Balança enganosa é abominação para o Senhor,

mas o peso justo é o seu prazer.

2Em vindo a soberba, sobrevém a desonra,

mas com os humildes está a sabedoria.

3A integridade dos retos os guia;

mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói.

4As riquezas de nada aproveitam no dia da ira,

mas a justiça livra da morte.

5A justiça do íntegro endireita o seu caminho,

mas pela sua impiedade cai o perverso.

6A justiça dos retos os livrará,

mas na sua maldade os pérfidos serão apanhados.

7Morrendo o homem perverso, morre a sua esperança,

e a expectação da iniquidade se desvanece.

8O justo é libertado da angústia,

e o perverso a recebe em seu lugar.

9O ímpio, com a boca, destrói o próximo,

mas os justos são libertados pelo conhecimento.

10No bem-estar dos justos exulta a cidade,

e, perecendo os perversos, há júbilo.

11Pela bênção que os retos suscitam, a cidade se exalta,

mas pela boca dos perversos é derribada.

12O que despreza o próximo é falto de senso,

mas o homem prudente, este se cala.

13O mexeriqueiro descobre o segredo,

mas o fiel de espírito o encobre.

14Não havendo sábia direção, cai o povo,

mas na multidão de conselheiros há segurança.

15Quem fica por fiador de outrem sofrerá males,

mas o que foge de o ser estará seguro.

16A mulher graciosa alcança honra,

como os poderosos adquirem riqueza.

17O homem bondoso faz bem a si mesmo,

mas o cruel a si mesmo se fere.

18O perverso recebe um salário ilusório,

mas o que semeia justiça terá recompensa verdadeira.

19Tão certo como a justiça conduz para a vida,

assim o que segue o mal, para a sua morte o faz.

20Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração,

mas os que andam em integridade são o seu prazer.

21O mau, é evidente, não ficará sem castigo,

mas a geração dos justos é livre.

22Como joia de ouro em focinho de porco,

assim é a mulher formosa que não tem discrição.

23O desejo dos justos tende somente para o bem,

mas a expectação dos perversos redunda em ira.

24A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais;

ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.

25A alma generosa prosperará,

e quem dá a beber será dessedentado.

26Ao que retém o trigo, o povo o amaldiçoa,

mas bênção haverá sobre a cabeça do seu vendedor.

27Quem procura o bem alcança favor,

mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.

28Quem confia nas suas riquezas cairá,

mas os justos reverdecerão como a folhagem.

29O que perturba a sua casa herda o vento,

e o insensato é servo do sábio de coração.

30O fruto do justo é árvore de vida,

e o que ganha almas é sábio.

31Se o justo é punidoa na terra,

quanto mais o perverso e o pecador!

121Quem ama a disciplina ama o conhecimento,

mas o que aborrece a repreensão é estúpido.

2O homem de bem alcança o favor do Senhor,

mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena.

3O homem não se estabelece pela perversidade,

mas a raiz dos justos não será removida.

4A mulher virtuosa é a coroa do seu marido,

mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos.

5Os pensamentos do justo são retos,

mas os conselhos do perverso, engano.

6As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue,

mas a boca dos retos livra homens.

7Os perversos serão derribados e já não são,

mas a casa dos justos permanecerá.

8Segundo o seu entendimento, será louvado o homem,

mas o perverso de coração será desprezado.

9Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho

do que o vanglorioso que tem falta de pão.

10O justo atenta para a vida dos seus animais,

mas o coração dos perversos é cruel.

11O que lavra a sua terra será farto de pão,

mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso.

12O perverso quer viver do que caçam os maus,

mas a raiz dos justos produz o seu fruto.

13Pela transgressão dos lábios o mau se enlaça,

mas o justo sairá da angústia.

14Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca,

e o que as mãos do homem fizerem ser-lhe-á retribuído.

15O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto,

mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.

16A ira do insensato num instante se conhece,

mas o prudente oculta a afronta.

17O que diz a verdade manifesta a justiça,

mas a testemunha falsa, a fraude.

18Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada,

mas a língua dos sábios é medicina.

19O lábio veraz permanece para sempre,

mas a língua mentirosa, apenas um momento.

20Há fraude no coração dos que maquinam mal,

mas alegria têm os que aconselham a paz.

21Nenhum agravo sobrevirá ao justo,

mas os perversos, o mal os apanhará em cheio.

22Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor,

mas os que agem fielmente são o seu prazer.

23O homem prudente oculta o conhecimento,

mas o coração dos insensatos proclama a estultícia.

24A mão diligente dominará,

mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.

25A ansiedade no coração do homem o abate,

mas a boa palavra o alegra.

26O justo serve de guia para o seu companheiro,

mas o caminho dos perversos os faz errar.

27O preguiçoso não assará a sua caça,

mas o bem precioso do homem é ser ele diligente.

28Na vereda da justiça, está a vida,

e no caminho da sua carreira não há morte.

131O filho sábio ouve a instrução do pai,

mas o escarnecedor não atende à repreensão.

2Do fruto da boca o homem comerá o bem,

mas o desejo dos pérfidos é a violência.

3O que guarda a boca conserva a sua alma,

mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína.

4O preguiçoso deseja e nada tem,

mas a alma dos diligentes se farta.

5O justo aborrece a palavra de mentira,

mas o perverso faz vergonha e se desonra.

6A justiça guarda ao que anda em integridade,

mas a malícia subverte ao pecador.

7Uns se dizem ricos sem terem nada;

outros se dizem pobres, sendo mui ricos.

8Com as suas riquezas se resgata o homem,

mas ao pobre não ocorre ameaça.

9A luz dos justos brilha intensamente,

mas a lâmpada dos perversos se apagará.

10Da soberba só resulta a contenda,

mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.

11Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem,

mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento.

12A esperança que se adia faz adoecer o coração,

mas o desejo cumprido é árvore de vida.

13O que despreza a palavra a ela se apenhora,

mas o que teme o mandamento será galardoado.

14O ensino do sábio é fonte de vida,

para que se evitem os laços da morte.

15A boa inteligência consegue favor,

mas o caminho dos pérfidos é intransitável.

16Todo prudente procede com conhecimento,

mas o insensato espraia a sua loucura.

17O mau mensageiro se precipita no mal,

mas o embaixador fiel é medicina.

18Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução,

mas o que guarda a repreensão será honrado.

19O desejo que se cumpre agrada a alma,

mas apartar-se do mal é abominável para os insensatos.

20Quem anda com os sábios será sábio,

mas o companheiro dos insensatos se tornará mau.

21A desventura persegue os pecadores,

mas os justos serão galardoados com o bem.

22O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos,

mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.

23A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância,

mas a falta de justiça o dissipa.

24O que retém a vara aborrece a seu filho,

mas o que o ama, cedo, o disciplina.

25O justo tem o…

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Cross references

  1. aTg 5:20; 1 Pe 4:8
  2. a1 Pe 4:18