Logos Bible Study

Jó 36.26–37.24

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26Eis que Deus é grande, e não o podemos compreender;

o número dos seus anos não se pode calcular.

27Porque atrai para si as gotas de água

que de seu vapor destilam em chuva,

28a qual as nuvens derramam

e gotejam sobre o homem abundantemente.

29Acaso, pode alguém entender o estender-se das nuvens

e os trovões do seu pavilhão?

30Eis que estende sobre elas o seu relâmpago

e encobre as profundezas do mar.

31Pois por estas coisas julga os povos

e lhes dá mantimento em abundância.

32Enche as mãos de relâmpagos

e os dardeja contra o adversário.

33O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele,

dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça.

371Sobre isto treme também o meu coração

e salta do seu lugar.

2Dai ouvidos ao trovão de Deus,

estrondo que sai da sua boca;

3ele o solta por debaixo de todos os céus,

e o seu relâmpago, até aos confins da terra.

4Depois deste, ruge a sua voz,

troveja com o estrondo da sua majestade,

e já ele não retém o relâmpago quando lhe ouvem a voz.

5Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente;

faz grandes coisas, que nós não compreendemos.

6Porque ele diz à neve: Cai sobre a terra;

e à chuva e ao aguaceiro: Sede fortes.

7Assim, torna ele inativas as mãos de todos os homens,

para que reconheçam as obras dele.

8E as alimárias entram nos seus esconderijos

e ficam nas suas cavernas.

9De suas recâmaras sai o pé de vento,

e, dos ventos do norte, o frio.

10Pelo sopro de Deus se dá a geada,

e as largas águas se congelam.

11Também de umidade carrega as densas nuvens,

nuvens que espargem os relâmpagos.

12Então, elas, segundo o rumo que ele dá,

se espalham para uma e outra direção,

para fazerem tudo o que lhes ordena

sobre a redondeza da terra.

13E tudo isso faz ele vir para disciplina,

se convém à terra, ou para exercer a sua misericórdia.

14Inclina, Jó, os ouvidos a isto,

para e considera as maravilhas de Deus.

15Porventura, sabes tu como Deus as opera

e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem?

16Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens

e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?

17Que faz aquecer as tuas vestes,

quando há calma sobre a terra por causa do vento sul?

18Ou estendeste com ele o firmamento,

que é sólido como espelho fundido?

19Ensina-nos o que lhe diremos;

porque nós, envoltos em trevas, nada lhe podemos expor.

20Contar-lhe-ia alguém o que tenho dito?

Seria isso desejar o homem ser devorado.

21Eis que o homem não pode olhar para o sol,

que brilha no céu,

uma vez passado o vento que o deixa limpo.

22Do norte vem o áureo esplendor,

pois Deus está cercado de tremenda majestade.

23Ao Todo-Poderoso, não o podemos alcançar;

ele é grande em poder,

porém não perverte o juízo e a plenitude da justiça.

24Por isso, os homens o temem;

ele não olha para os que se julgam sábios.

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