Ezequiel 9–12
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Os castigos de Jerusalém
91Então, ouvi que gritava em alta voz, dizendo: Chegai-vos, vós executores da cidade, cada um com a sua arma destruidora na mão. 2Eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, cada um com a sua arma esmagadora na mão, e entre eles, certo homem vestido de linho, com um estojo de escrevedor à cintura; entraram e se puseram junto ao altar de bronze.
3A glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, indo até à entrada da casa; e o Senhor clamou ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura, 4e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testaa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. 5Aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele; e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeçais, matai; 6matai a velhos, a moços e a virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário. 7Então, começaram pelos anciãos que estavam diante da casa. E ele lhes disse: Contaminai a casa, enchei de mortos os átrios e saí. Saíram e mataram na cidade. 8Havendo-os eles matado, e ficando eu de resto, caí com o rosto em terra, clamei e disse: ah! Senhor Deus! Dar-se-á o caso que destruas todo o restante de Israel, derramando o teu furor sobre Jerusalém?
9Então, me respondeu: A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue, e a cidade, de injustiça; e eles ainda dizem: O Senhor abandonou a terra, o Senhor não nos vê. 10Também quanto a mim, os meus olhos não pouparão, nem me compadecerei; porém sobre a cabeça deles farei recair as suas obras. 11Eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cintura estava o estojo de escrevedor, relatou, dizendo: Fiz como me mandaste.
A visão das brasas de fogo
101Olhei, e eis que, no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma de um tronoa. 2E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas, até debaixo dos querubins, e enche as mãos de brasas acesasb dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. Ele entrou à minha vista. 3Os querubins estavam ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e a nuvem encheu o átrio interior. 4Então, se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, indo para a entrada da casa; a casa encheu-se da nuvem, e o átrio, da resplandecência da glória do Senhor. 5O tatalar das asas dos querubins se ouviu até ao átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala.
6Tendo o Senhor dado ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, ele entrou e se pôs junto às rodas. 7Então, estendeu um querubim a mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; tomou dele e o pôs nas mãos do homem que estava vestido de linho, o qual o tomou e saiu. 8Tinham os querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas.
9Olhei, e eis quatro rodasc junto aos querubins, uma roda junto a cada querubim; o aspecto das rodas era brilhante como pedra de berilo. 10Quanto ao seu aspecto, tinham as quatro a mesma aparência; eram como se estivesse uma roda dentro da outra. 11Andando elas, podiam ir em quatro direções e não se viravam quando iam; para onde ia a primeira, seguiam as outras e não se viravam quando iam. 12Todo o corpo dos querubins, suas costas, as mãos, as asas e também as rodas que os quatro tinham estavam cheias de olhosd ao redor. 13Quanto às rodas, foram elas chamadas girantes, ouvindo-o eu. 14Cada um dos seres viventes tinha quatro rostose: o rosto do primeiro era rosto de querubim, o do segundo, rosto de homem, o do terceiro, rosto de leão, e o do quarto, rosto de águia.
15Os querubins se elevaram. São estes os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. 16Andando os querubins, andavam as rodas juntamente com eles; e, levantando os querubins as suas asas, para se elevarem de sobre a terra, as rodas não se separavam deles. 17Parando eles, paravam elas; e, elevando-se eles, elevavam-se elas, porque o espírito dos seres viventes estava nelas.
18Então, saiu a glória do Senhor da entrada da casa e parou sobre os querubins. 19Os querubins levantaram as suas asas e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram acompanhados pelas rodas; pararam à entrada da porta oriental da Casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.
20São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e fiquei sabendo que eram querubins. 21Cada um tinha quatro rostos e quatro asas e a semelhança de mãos de homem debaixo das asas. 22A aparência dos seus rostos era como a dos rostos que eu vira junto ao rio Quebar; tinham o mesmo aspecto, eram os mesmos seres. Cada qual andava para a sua frente.
O juízo de Deus contra os chefes do povo
111Então, o Espírito me levantou e me levou à porta oriental da Casa do Senhor, a qual olha para o oriente. À entrada da porta, estavam vinte e cinco homens; no meio deles, vi a Jazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de Benaías, príncipes do povo. 2E disse-me: Filho do homem, são estes os homens que maquinam vilezas e aconselham perversamente nesta cidade, 3os quais dizem: Não está próximo o tempo de construir casas; esta cidade é a panela, e nós, a carne. 4Portanto, profetiza contra eles, profetiza, ó filho do homem.
5Caiu, pois, sobre mim o Espírito do Senhor e disse-me: Fala: Assim diz o Senhor: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque, quanto às coisas que vos surgem à mente, eu as conheço. 6Multiplicastes os vossos mortos nesta cidade e deles enchestes as suas ruas. 7Portanto, assim diz o Senhor Deus: Os que vós matastes e largastes no meio dela são a carne, e ela, a panela; a vós outros, porém, vos tirarei do meio dela. 8Temestes a espada, mas a espada trarei sobre vós, diz o Senhor Deus. 9Tirar-vos-ei do meio dela, e vos entregarei nas mãos de estrangeiros, e executarei juízos entre vós. 10Caireis à espada; nos confins de Israel, vos julgarei, e sabereis que eu sou o Senhor. 11Esta cidade não vos servirá de panela, nem vós servireis de carne no seu meio; nos confins de Israel, vos julgarei, 12e sabereis que eu sou o Senhor. Pois não andastes nos meus estatutos, nem executastes os meus juízos; antes, fizestes segundo os juízos das nações que estão em redor de vós.
13Ao tempo em que eu profetizava, morreu Pelatias, filho de Benaías. Então, caí com o rosto em terra, clamei em alta voz e disse: ah! Senhor Deus! Darás fim ao resto de Israel?
14Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 15Filho do homem, teus irmãos, os teus próprios irmãos, os homens do teu parentesco e toda a casa de Israel, todos eles são aqueles a quem os habitantes de Jerusalém disseram: Apartai-vos para longe do Senhor; esta terra se nos deu em possessão. 16Portanto, dize: Assim diz o Senhor Deus: Ainda que os lancei para longe entre as nações e ainda que os espalhei pelas terras, todavia, lhes servirei de santuário, por um pouco de tempo, nas terras para onde foram. 17Dize ainda: Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntá-los do meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel. 18Voltarão para ali e tirarão dela todos os seus ídolos detestáveis e todas as suas abominações. 19Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; 20para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.a 21Mas, quanto àqueles cujo coração se compraz em seus ídolos detestáveis e abominações, eu farei recair sobre sua cabeça as suas obras, diz o Senhor Deus.
22Então, os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do Deus de Israelb estava no alto, sobre eles. 23A glória do Senhor subiu do meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade. 24Depois, o Espírito de Deus me levantou e me levou na sua visão à Caldeia, para os do cativeiro; e de mim se foi a visão que eu tivera. 25Então, falei aos do cativeiro todas as coisas que o Senhor me havia mostrado.
O profeta descreve o cativeiro
121Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 2Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, tem ouvidos para ouvir e não ouve, porque é casa rebelde. 3Tu, pois, ó filho do homem, prepara a bagagem de exílio e de dia sai, à vista deles, para o exílio; e, do lugar onde estás, parte para outro lugar, à vista deles. Bem pode ser que o entendam, ainda que eles são casa rebelde. 4À vista deles, pois, traze para a rua, de dia, a tua bagagem de exílio; depois, à tarde, sairás, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5Abre um buraco na parede, à vista deles, e sai por ali. 6À vista deles, aos ombros a levarás; às escuras, a transportarás; cobre o rosto para que não vejas a terra; porque por sinal te pus à casa de Israel.
7Como se me ordenou, assim eu fiz: de dia, levei para fora a minha bagagem de exílio; então, à tarde, com as mãos abri para mim um buraco na parede; às escuras, eu saí e, aos ombros, transportei a bagagem, à vista deles.
8Pela manhã, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 9Filho do homem, não te perguntou a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? 10Dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Esta sentença refere-se ao príncipe em Jerusalém e a toda a casa de Israel, que está no meio dela. 11Dize: Eu sou o vosso sinal. Como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio, para o cativeiro. 12O príncipe que está no meio deles levará aos ombros a bagagem e, às escuras, sairá; abrirá um buraco na parede para sair por ele; cobrirá o rosto para que seus olhos não vejam a terra. 13Também estenderei a minha rede sobre ele, e…
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Referências cruzadas
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