Logos Bible Study

Jeremias 14.7–22

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O meu povo disse:

“Ó Senhor Deus, os nossos pecados nos acusam,

mas pedimos que nos ajudes,

como prometeste.

Muitas vezes, nos afastamos de ti

e contra ti temos pecado.

Tu és a única esperança do povo de Israel,

tu és aquele que nos salva

quando estamos em dificuldades.

Por que é que tens de ser

como um estrangeiro em nossa terra

ou como um viajante que só pousa uma noite?

Por que é que tens de ser

como um homem apanhado de surpresa,

como um soldado que não tem força para defender os outros?

Mas tu, ó Senhor, estás entre nós,

e nós somos o teu povo.

Não nos abandones!”

O Senhor Deus disse o seguinte a respeito desse povo:

— Eles gostam de andar por aí e não sabem se controlar. Por isso, não estou satisfeito com eles. Eu lembrarei das maldades que fizeram e os castigarei por causa dos seus pecados.

Aí o Senhor me disse:

— Não me peça para ajudar esse povo.Mesmo que jejuem e orem, eu não os ouvirei. Não os aceitarei, mesmo que me ofereçam animais em sacrifício e me tragam ofertas de cereais. Pelo contrário, eu os matarei na guerra e também por meio de fome e de doenças.

Então eu disse:

— Ó Senhor, meu Deus, tu sabes que alguns profetas estão dizendo ao povo que não vai haver guerra nem fome. Eles afirmam que prometeste que em nossa terra só haverá paz.

Mas o Senhor respondeu:

— Esses profetas estão profetizando mentiras em meu nome. Eu não os enviei, nem lhes dei ordens e nunca lhes disse nada. As suas visões são mentiras, e as suas adivinhações não valem nada; eles inventam profecias só para enganar.Eu, o Senhor, digo a você o que vou fazer com esses profetas que não enviei e que profetizam em meu nome, dizendo que não haverá guerra nem fome neste país. Eu os matarei na guerra e de fome.As pessoas a quem eles disseram essas coisas também serão mortas na guerra e de fome. Os corpos delas serão jogados nas ruas de Jerusalém, e não haverá ninguém para sepultá-los. Isso acontecerá com todos eles — com as suas esposas, os seus filhos e as suas filhas. Eles pagarão pelas suas maldades.

Deus me mandou contar ao povo a minha tristeza e dizer:

“Que os meus olhos derramem lágrimas dia e noite

e que nunca parem de chorar,

porque o meu pobre povo está muito machucado,

está gravemente ferido.

Quando vou ao campo,

vejo os corpos dos homens mortos na guerra;

quando entro nas cidades,

vejo pessoas morrendo de fome.

Os profetas e os sacerdotes continuam o seu trabalho,

porém não sabem o que estão fazendo.”

O povo confessa o seu pecado

“Ó Senhor Deus, será que rejeitaste completamente o povo de Judá?

Será que detestas o povo de Sião?

Por que nos feriste tanto,

que não podemos ser curados?

Nós esperamos a paz,

mas nada de bom aconteceu;

pensamos que íamos ser curados,

mas o que veio foi o terror.

Ó Senhor, confessamos o nosso pecado

e o pecado dos nossos antepassados;

de fato, pecamos contra ti.

Lembra das tuas promessas

e não nos desprezes.

Não deixes que seja humilhada a cidade de Jerusalém,

o lugar do teu trono glorioso.

Lembra da aliança que fizeste com o teu povo

e não desistas dele.

Nenhum dos ídolos das nações pode fazer chover,

nem o céu pode fazer cair chuva.

Pusemos a nossa esperança em ti,

ó Senhor, nosso Deus,

pois tu és aquele que faz todas estas coisas.”

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