Salmo 52.1–55.23
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1Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso?
Pois a bondade de Deus dura para sempre.
2A tua língua urde planos de destruição;
é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos!
3Amas o mal antes que o bem;
preferes mentir a falar retamente.
4Amas todas as palavras devoradoras,
ó língua fraudulenta!
5Também Deus te destruirá para sempre;
há de arrebatar-te e arrancar-te da tua tenda
e te extirpará da terra dos viventes.
6Os justos hão de ver tudo isso,
temerão e se rirão dele, dizendo:
7Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza;
antes, confiava na abundância dos seus próprios bens
e na sua perversidade se fortalecia.
8Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante,
na Casa de Deus;
confio na misericórdia de Deus
para todo o sempre.
9Dar-te-ei graças para sempre,
porque assim o fizeste;
na presença dos teus fiéis,
esperarei no teu nome, porque é bom.
A corrupção do pecador e sua redenção
531Diz o insensato no seu coração:
Não há Deus.
Corrompem-se e praticam iniquidade;
já não há quem faça o bem.
2Do céu, olha Deus para os filhos dos homens,
para ver se há quem entenda,
se há quem busque a Deus.a
3Todos se extraviaram e juntamente se corromperam;
não há quem faça o bem, não há nem sequer um.
4Acaso, não entendem os obreiros da iniquidade?
Esses, que devoram o meu povo como quem come pão?
Eles não invocam a Deus.
5Tomam-se de grande pavor,
onde não há a quem temer;
porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia;
tu os envergonhas, porque Deus os rejeita.
6Quem me dera que de Sião viesse já o livramento de Israel!
Quando Deus restaurar a sorte do seu povo,
então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.
Apelo para o socorro divino
Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de cordas. De Davi, quando os zifeus vierama dizer a Saul: Não está Davi homiziado entre nós?
541Ó Deus, salva-me, pelo teu nome,
e faze-me justiça, pelo teu poder.
2Escuta, ó Deus, a minha oração,
dá ouvidos às palavras da minha boca.
3Pois contra mim se levantam os insolentes,
e os violentos procuram tirar-me a vida;
não têm Deus diante de si.
4Eis que Deus é o meu ajudador,
o Senhor é quem me sustenta a vida.
5Ele retribuirá o mal aos meus opressores;
por tua fidelidade dá cabo deles.
6Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios;
louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom.
7Pois me livrou de todas as tribulações;
e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.
Que os traidores sejam destruídos
Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Salmo didático de Davi
551Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração;
não te escondas da minha súplica.
2Atende-me e responde-me;
sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,
3por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio;
pois sobre mim lançam calamidade
e furiosamente me hostilizam.
4Estremece-me no peito o coração,
terrores de morte me salteiam;
5temor e tremor me sobrevêm,
e o horror se apodera de mim.
6Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba!
Voaria e acharia pouso.
7Eis que fugiria para longe
e ficaria no deserto.
8Dar-me-ia pressa em abrigar-me
do vendaval e da procela.
9Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos,
porque vejo violência e contenda na cidade.
10Dia e noite giram nas suas muralhas,
e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia;
11há destruição no meio dela;
das suas praças não se apartam a opressão e o engano.
12Com efeito, não é inimigo que me afronta;
se o fosse, eu o suportaria;
nem é o que me odeia quem se exalta contra mim,
pois dele eu me esconderia;
13mas és tu, homem meu igual,
meu companheiro e meu íntimo amigo.
14Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos
e íamos com a multidão à Casa de Deus.
15A morte os assalte, e vivos desçam à cova!
Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo.
16Eu, porém, invocarei a Deus,
e o Senhor me salvará.
17À tarde, pela manhã e ao meio-dia,
farei as minhas queixas e lamentarei;
e ele ouvirá a minha voz.
18Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem;
pois são muitos contra mim.
19Deus ouvirá e lhes responderá,
ele, que preside desde a eternidade,
porque não há neles mudança nenhuma,
e não temem a Deus.
20Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele;
corrompeu a sua aliança.
21A sua boca era mais macia que a manteiga,
porém no coração havia guerra;
as suas palavras eram mais brandas que o azeite;
contudo, eram espadas desembainhadas.
22Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá;
jamais permitirá que o justo seja abalado.
23Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda;
homens sanguinários e fraudulentos
não chegarão à metade dos seus dias;
eu, todavia, confiarei em ti.
Footnotes
Cross references
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil