Salmo 44.1–49.20
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- NIrV New International Reader’s Version (1998)
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1Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos;
nossos pais nos têm contado
o que outrora fizeste, em seus dias.
2Como por tuas próprias mãos desapossaste as nações
e os estabeleceste;
oprimiste os povos
e aos pais deste largueza.
3Pois não foi por sua espada que possuíram a terra,
nem foi o seu braço que lhes deu vitória,
e sim a tua destra, e o teu braço,
e o fulgor do teu rosto,
porque te agradaste deles.
4Tu és o meu rei, ó Deus;
ordena a vitória de Jacó.
5Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos;
em teu nome, calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
6Não confio no meu arco,
e não é a minha espada que me salva.
7Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos
e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
8Em Deus, nos temos gloriado continuamente
e para sempre louvaremos o teu nome.
9Agora, porém, tu nos lançaste fora, e nos expuseste à vergonha,
e já não sais com os nossos exércitos.
10Tu nos fazes bater em retirada à vista dos nossos inimigos,
e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo.
11Entregaste-nos como ovelhas para o corte
e nos espalhaste entre as nações.
12Vendes por um nada o teu povo
e nada lucras com o seu preço.
13Tu nos fazes opróbrio dos nossos vizinhos,
escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.
14Pões-nos por ditado entre as nações,
alvo de meneios de cabeça entre os povos.
15A minha ignomínia está sempre diante de mim;
cobre-se de vergonha o meu rosto,
16ante os gritos do que afronta e blasfema,
à vista do inimigo e do vingador.
17Tudo isso nos sobreveio;
entretanto, não nos esquecemos de ti,
nem fomos infiéis à tua aliança.
18Não tornou atrás o nosso coração,
nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
19para nos esmagares onde vivem os chacais
e nos envolveres com as sombras da morte.
20Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus
ou tivéssemos estendido as mãos a deus estranho,
21porventura, não o teria atinado Deus,
ele, que conhece os segredos dos corações?
22Mas, por amor de tia, somos entregues à morte continuamente,
somos considerados como ovelhas para o matadouro.
23Desperta! Por que dormes, Senhor?
Desperta! Não nos rejeites para sempre!
24Por que escondes a face
e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
25Pois a nossa alma está abatida até ao pó,
e o nosso corpo, como que pegado no chão.
26Levanta-te para socorrer-nos
e resgata-nos por amor da tua benignidade.
O Ungido de Deus e a sua noiva
Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lírios”. Dos filhos de Corá. Salmo didático. Cântico de amor
451De boas palavras transborda o meu coração.
Ao Rei consagro o que compus;
a minha língua é como a pena de habilidoso escritor.
2Tu és o mais formoso dos filhos dos homens;
nos teus lábios se extravasou a graça;
por isso, Deus te abençoou para sempre.
3Cinge a espada no teu flanco, herói;
cinge a tua glória e a tua majestade!
4E nessa majestade cavalga prosperamente,
pela causa da verdade e da justiça;
e a tua destra te ensinará proezas.
5As tuas setas são agudas,
penetram o coração dos inimigos do Rei;
os povos caem submissos a ti.
6O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre;
cetro de equidade é o cetro do teu reino.
7Amas a justiça e odeias a iniquidade;
por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu
com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.a
8Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia;
de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram.
9Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra;
à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
10Ouve, filha; vê, dá atenção;
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
11Então, o Rei cobiçará a tua formosura;
pois ele é o teu senhor; inclina-te perante ele.
12A ti virá a filha de Tiro trazendo donativos;
os mais ricos do povo te pedirão favores.
13Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio;
a sua vestidura é recamada de ouro.
14Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei;
as virgens, suas companheiras que a seguem,
serão trazidas à tua presença.
15Serão dirigidas com alegria e regozijo;
entrarão no palácio do Rei.
16Em vez de teus pais, serão teus filhos,
os quais farás príncipes por toda a terra.
17O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração,
e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.
Deus é o nosso refúgio e fortaleza
Ao mestre de canto. Dos filhos de Corá. Em voz de soprano. Cântico
461Deus é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente nas tribulações.
2Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne
e os montes se abalem no seio dos mares;
3ainda que as águas tumultuem e espumejem
e na sua fúria os montes se estremeçam.
4Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus,
o santuário das moradas do Altíssimo.
5Deus está no meio dela; jamais será abalada;
Deus a ajudará desde antemanhã.
6Bramam nações, reinos se abalam;
ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.
7O Senhor dos Exércitos está conosco;
o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
8Vinde, contemplai as obras do Senhor,
que assolações efetuou na terra.
9Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo,
quebra o arco e despedaça a lança;
queima os carros no fogo.
10Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus;
sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
11O Senhor dos Exércitos está conosco;
o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Deus, o Rei da terra
Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá
471Batei palmas, todos os povos;
celebrai a Deus com vozes de júbilo.
2Pois o Senhor Altíssimo é tremendo,
é o grande rei de toda a terra.
3Ele nos submeteu os povos
e pôs sob os nossos pés as nações.
4Escolheu-nos a nossa herança,
a glória de Jacó, a quem ele ama.
5Subiu Deus por entre aclamações,
o Senhor, ao som de trombeta.
6Salmodiai a Deus, cantai louvores;
salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores.
7Deus é o Rei de toda a terra;
salmodiai com harmonioso cântico.
8Deus reina sobre as nações;
Deus se assenta no seu santo trono.
9Os príncipes dos povos se reúnem,
o povo do Deus de Abraão,
porque a Deus pertencem os escudos da terra;
ele se exaltou gloriosamente.
A cidade de Deus
Cântico. Salmo dos filhos de Corá
481Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado,
na cidade do nosso Deus.
2Seu santo monte, belo e sobranceiro,
é a alegria de toda a terra;
o monte Sião, para os lados do Norte,
a cidade do grande Reia.
3Nos palácios dela,
Deus se faz conhecer como alto refúgio.
4Por isso, eis que os reis se coligaram
e juntos sumiram-se;
5bastou-lhes vê-lo, e se espantaram,
tomaram-se de assombro e fugiram apressados.
6O terror ali os venceu,
e sentiram dores como de parturiente.
7Com vento oriental destruíste
as naus de Társis.
8Como temos ouvido dizer, assim o vimos
na cidade do Senhor dos Exércitos,
na cidade do nosso Deus.
Deus a estabelece para sempre.
9Pensamos, ó Deus, na tua misericórdia
no meio do teu templo.
10Como o teu nome, ó Deus,
assim o teu louvor se estende até aos confins da terra;
a tua destra está cheia de justiça.
11Alegre-se o monte Sião,
exultem as filhas de Judá,
por causa dos teus juízos.
12Percorrei a Sião, rodeai-a toda,
contai-lhe as torres;
13notai bem os seus baluartes,
observai os seus palácios,
para narrardes às gerações vindouras
14que este é Deus,
o nosso Deus para todo o sempre;
ele será nosso guia até à morte.
A vaidade do homem
Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá
491Povos todos, escutai isto;
dai ouvidos, moradores todos da terra,
2tanto plebeus como os de fina estirpe,
todos juntamente, ricos e pobres.
3Os meus lábios falarão sabedoria,
e o meu coração terá pensamentos judiciosos.
4Inclinarei os ouvidos a uma parábola,
decifrarei o meu enigma ao som da harpa.
5Por que hei de eu temer nos dias da tribulação,
quando me salteia a iniquidade dos que me perseguem,
6dos que confiam nos seus bens
e na sua muita riqueza se gloriam?
7Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir,
nem pagar por ele a Deus o seu resgate
8(Pois a redenção da alma deles é caríssima,
e cessará a tentativa para sempre.),
9para que continue a viver perpetuamente
e não veja a cova;
10porquanto vê-se morrerem os sábios
e perecerem tanto o estulto como o inepto,
os quais deixam a outros as suas riquezas.
11O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas
e, as suas moradas, para todas as gerações;
chegam a dar seu próprio nome às suas terras.
12Todavia, o homem não permanece em sua ostentação;
é, antes, como os animais, que perecem.
13Tal proceder é estultícia deles;
assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem.
14Como ovelhas são postos na sepultura;
a morte é o seu pastor;
eles descem diretamente para a cova,
onde a sua formosura se consome;
a sepultura é o lugar em que habitam.
15Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte,
pois ele me tomará para si.
16Não temas, quando alguém se enriquecer,
quando avultar a glória de sua casa;
17pois, em morrendo, nada levará consigo,
a sua glória não o acompanhará.
18Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado,
e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo,
19irá ter com a geração de seus pais,
os quais já não verão a luz.
20O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento,
é, antes, como os animais, que perecem.
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