Marcos 11.27–12.40
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27Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos 28e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres? 29Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 30O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei! 31E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu, dirá: Então, por que não acreditastes nele? 32Se, porém, dissermos: dos homens, é de temer o povo. Porque todos consideravam a João como profeta. 33Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu tampouco vos digo com que autoridade faço estas coisas.
A parábola dos lavradores maus
121Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinhaa, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. 2No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; 3eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. 4De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. 5Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. 7Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. 8E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. 9Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. 10Ainda não lestes esta Escritura:
A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular;
11isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos? b
12E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.
13E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja. 16E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. 17Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.
18Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreiçãoc, aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo: 19Mestre, Moisés nos deixou escritod que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão. 20Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência; 21o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram. 24Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus. 26Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou:
Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacóe?
27Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
28Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? 29Respondeu Jesus: O principal é:
Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!
30Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.f
31O segundo é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmog.
Não há outro mandamento maior do que estes. 32Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão eleh, 33e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifíciosi. 34Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.j
35Jesus, ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? 36O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo:
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pésk.
37O mesmo Davi chama-lhe Senhor; como, pois, é ele seu filho? E a grande multidão o ouvia com prazer.
38E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 40os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.
Cross references
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil