Jó 41.14–33
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14Quem abriria as portas do seu rosto?
Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15As fileiras de suas escamas são o seu orgulho,
cada uma bem encostada como por um selo que as ajusta.
16A tal ponto uma se chega à outra,
que entre elas não entra nem o ar.
17Umas às outras se ligam,
aderem entre si e não se podem separar.
18Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz,
e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19Da sua boca saem tochas;
faíscas de fogo saltam dela.
20Das suas narinas procede fumaça,
como de uma panela fervente ou de juncos que ardem.
21O seu hálito faz incender os carvões;
e da sua boca sai chama.
22No seu pescoço reside a força;
e diante dele salta o desespero.
23Suas partes carnudas são bem pegadas entre si;
todas fundidas nele e imóveis.
24O seu coração é firme como uma pedra,
firme como a mó de baixo.
25Levantando-se ele, tremem os valentes;
quando irrompe, ficam como que fora de si.
26Se o golpe de espada o alcança, de nada vale,
nem de lança, de dardo ou de flecha.
27Para ele, o ferro é palha,
e o cobre, pau podre.
28A seta o não faz fugir;
as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29Os porretes atirados são para ele como palha,
e ri-se do brandir da lança.
30Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas;
arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31As profundezas faz ferver, como uma panela;
torna o mar como caldeira de unguento.
32Após si, deixa um sulco luminoso;
o abismo parece ter-se encanecido.
33Na terra, não tem ele igual,
pois foi feito para nunca ter medo.
Copyright 1993 Sociedade Bíblica do Brasil