The Future of Bible Study Is Here.
Job 31:1–37:24
31 1 Fiz aliança com meus olhos;
como, pois, os fixaria eu numa donzela?
2 Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima
e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Acaso, não é a perdição para o iníquo,
e o infortúnio, para os que praticam a maldade?
4 Ou não vê Deus os meus caminhos
e não conta todos os meus passos?
e se o meu pé se apressou para o engano
6 (pese-me Deus em balanças fiéis
e conhecerá a minha integridade);
7 se os meus passos se desviaram do caminho,
e se o meu coração segue os meus olhos,
e se às minhas mãos se apegou qualquer mancha,
8 então, semeie eu, e outro coma,
e sejam arrancados os renovos do meu campo.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher,
se andei à espreita à porta do meu próximo,
10 então, moa minha mulher para outro,
e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois seria isso um crime hediondo,
delito à punição de juízes;
12 pois seria fogo que consome até à destruição
e desarraigaria toda a minha renda.
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva,
quando eles contendiam comigo,
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse?
E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu?
15 Aquele que me formou no ventre materno
não os fez também a eles?
Ou não é o mesmo que nos formou na madre?
16 Se retive o que os pobres desejavam
ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 ou, se sozinho comi o meu bocado,
e o órfão dele não participou
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai,
e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.);
19 se a alguém vi perecer por falta de roupa
e ao necessitado, por não ter coberta;
20 se os seus lombos não me abençoaram,
se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros;
21 se eu levantei a mão contra o órfão,
por me ver apoiado pelos juízes da porta,
22 então, caia a omoplata do meu ombro,
e seja arrancado o meu braço da articulação.
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro,
e eu não poderia enfrentar a sua majestade.
24 Se no ouro pus a minha esperança
ou disse ao ouro fino: em ti confio;
25 se me alegrei por serem grandes os meus bens
e por ter a minha mão alcançado muito;
26 se olhei para o sol, quando resplandecia,
ou para a lua, que caminhava esplendente,
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto,
e beijos lhes atirei com a mão,
28 também isto seria delito à punição de juízes;
pois assim negaria eu ao Deus lá de cima.
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio
e se exultei quando o mal o atingiu
30 (Também não deixei pecar a minha boca,
pedindo com imprecações a sua morte.);
31 se a gente da minha tenda não disse:
Ah! Quem haverá aí que não se saciou de carne provida por ele
32 (O estrangeiro não pernoitava na rua;
as minhas portas abria ao viandante.)!
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões,
ocultando o meu delito no meu seio;
34 porque eu temia a grande multidão,
e o desprezo das famílias me apavorava,
de sorte que me calei e não saí da porta.
35 Tomara eu tivesse quem me ouvisse!
Eis aqui a minha defesa assinada!
Que o Todo-Poderoso me responda!
Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro,
atá-la-ia sobre mim como coroa;
37 mostrar-lhe-ia o número dos meus passos;
como príncipe me chegaria a ele.
38 Se a minha terra clamar contra mim,
e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente
e causei a morte aos seus donos,
40 por trigo me produza cardos,
e por cevada, joio.
Fim das palavras de Jó.
Eliú irado contra Jó e seus três amigos
32 1 Cessaram aqueles três homens de responder a Jó no tocante ao se ter ele por justo aos seus próprios olhos. 2 Então, se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendeu-se a sua ira contra Jó, porque este pretendia ser mais justo do que Deus. 3 Também a sua ira se acendeu contra os três amigos, porque, mesmo não achando eles o que responder, condenavam a Jó. 4 Eliú, porém, esperara para falar a Jó, pois eram de mais idade do que ele. 5 Vendo Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu.
Eliú vinga o seu direito de responder a Jó
6 Disse Eliú, filho de Baraquel, o buzita:
Eu sou de menos idade,
e vós sois idosos;
arreceei-me e temi
de vos declarar a minha opinião.
e a multidão dos anos ensine a sabedoria.
8 Na verdade, há um espírito no homem,
e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio.
9 Os de mais idade não é que são os sábios,
nem os velhos, os que entendem o que é reto.
10 Pelo que digo: dai-me ouvidos,
e também eu declararei a minha opinião.
11 Eis que aguardei as vossas palavras
e dei ouvidos às vossas considerações,
enquanto, quem sabe, buscáveis o que dizer.
12 Atentando, pois, para vós outros,
eis que nenhum de vós houve que refutasse a Jó,
nem que respondesse às suas razões.
13 Não vos desculpeis, pois, dizendo:
Achamos sabedoria nele;
Deus pode vencê-lo, e não o homem.
14 Ora, ele não me dirigiu palavra alguma,
nem eu lhe retorquirei com as vossas palavras.
15 Jó, os três estão pasmados, já não respondem,
faltam-lhes as palavras.
16 Acaso, devo esperar, pois não falam,
estão parados e nada mais respondem?
17 Também eu concorrerei com a minha resposta;
declararei a minha opinião.
18 Porque tenho muito que falar,
e o meu espírito me constrange.
19 Eis que dentro de mim sou como o vinho, sem respiradouro,
como odres novos, prestes a arrebentar-se.
20 Permiti, pois, que eu fale para desafogar-me;
abrirei os lábios e responderei.
21 Não farei acepção de pessoas,
nem usarei de lisonjas com o homem.
em caso contrário, em breve me levaria o meu Criador.
33 1 Ouve, pois, Jó, as minhas razões
e dá ouvidos a todas as minhas palavras.
em minha boca fala a língua.
3 As minhas razões provam a sinceridade do meu coração,
e os meus lábios proferem o puro saber.
e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.
dispõe bem as tuas razões perante mim e apresenta-te.
6 Eis que diante de Deus sou como tu és;
também eu sou formado do barro.
7 Por isso, não te inspiro terror,
nem será pesada sobre ti a minha mão.
8 Na verdade, falaste perante mim,
e eu ouvi o som das tuas palavras:
9 Estou limpo, sem transgressão;
puro sou e não tenho iniquidade.
10 Eis que Deus procura pretextos contra mim
e me considera como seu inimigo.
e observa todas as minhas veredas.
12 Nisto não tens razão, eu te respondo;
porque Deus é maior do que o homem.
afirmando que não te dá contas de nenhum dos seus atos?
14 Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos,
mas o homem não atenta para isso.
15 Em sonho ou em visão de noite,
quando cai sono profundo sobre os homens,
quando adormecem na cama,
16 então, lhes abre os ouvidos
e lhes sela a sua instrução,
17 para apartar o homem do seu desígnio
e livrá-lo da soberba;
18 para guardar a sua alma da cova
e a sua vida de passar pela espada.
19 Também no seu leito é castigado com dores,
com incessante contenda nos seus ossos;
20 de modo que a sua vida abomina o pão,
e a sua alma, a comida apetecível.
21 A sua carne, que se via, agora desaparece,
e os seus ossos, que não se viam, agora se descobrem.
22 A sua alma se vai chegando à cova,
e a sua vida, aos portadores da morte.
23 Se com ele houver um anjo intercessor, um dos milhares,
para declarar ao homem o que lhe convém,
24 então, Deus terá misericórdia dele e dirá ao anjo:
Redime-o, para que não desça à cova;
achei resgate.
25 Sua carne se robustecerá com o vigor da sua infância,
e ele tornará aos dias da sua juventude.
26 Deveras orará a Deus, que lhe será propício;
ele, com júbilo, verá a face de Deus,
e este lhe restituirá a sua justiça.
27 Cantará diante dos homens e dirá:
Pequei, perverti o direito
e não fui punido segundo merecia.
28 Deus redimiu a minha alma de ir para a cova;
e a minha vida verá a luz.
29 Eis que tudo isto é obra de Deus,
duas e três vezes para com o homem,
30 para reconduzir da cova a sua alma
e o alumiar com a luz dos viventes.
31 Escuta, pois, ó Jó, ouve-me;
cala-te, e eu falarei.
32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me;
fala, porque desejo justificar-te.
cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria.
34 1 Disse mais Eliú:
2 Ouvi, ó sábios, as minhas razões;
vós, instruídos, inclinai os ouvidos para mim.
3 Porque o ouvido prova as palavras,
como o paladar, a comida.
4 O que é direito escolhamos para nós;
conheçamos entre nós o que é bom.
e Deus tirou o meu direito.
6 Apesar do meu direito, sou tido por mentiroso;
a minha ferida é incurável, sem que haja pecado em mim.
que bebe a zombaria como água?
8 E anda em companhia dos que praticam a iniquidade
e caminha com homens perversos?
9 Pois disse: De nada aproveita ao homem
o comprazer-se em Deus.
10 Pelo que vós, homens sensatos, escutai-me:
longe de Deus o praticar ele a perversidade,
e do Todo-Poderoso o cometer injustiça.
11 Pois retribui ao homem segundo as suas obrasa
e faz que a cada um toque segundo o seu caminho.
12 Na verdade, Deus não procede maliciosamente;
nem o Todo-Poderoso perverte o juízo.
13 Quem lhe entregou o governo da terra?
Quem lhe confiou o universo?
14 Se Deus pensasse apenas em si mesmo
e para si recolhesse o seu espírito e o seu sopro,
15 toda a carne juntamente expiraria,
e o homem voltaria para o pó.
16 Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto;
inclina os ouvidos ao som das minhas palavras.
17 Acaso, governaria o que aborrecesse o direito?
E quererás tu condenar aquele que é justo e poderoso?
18 Dir-se-á a um rei: Oh! Vil?
Ou aos príncipes: Oh! Perversos?
19 Quanto menos àquele que não faz acepção das pessoas de príncipes,
nem estima ao rico mais do que ao pobre;
porque todos são obra de suas mãos.
à meia-noite, os povos são …
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