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Zechariah 1:1–7:14
1 1 No oitavo mês do segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacariasa, filho de Baraquias, filho de Ido, dizendo: 2 O Senhor se irou em extremo contra vossos pais. 3 Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos. 4 Não sejais como vossos pais, a quem clamavam os primeiros profetas, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o Senhor. 5 Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, acaso, vivem para sempre? 6 Contudo, as minhas palavras e os meus estatutos, que eu prescrevi aos profetas, meus servos, não alcançaram a vossos pais? Sim, estes se arrependeram e disseram: Como o Senhor dos Exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos e segundo as nossas obras, assim ele nos fez.
A primeira visão: os cavalos
7 No vigésimo quarto dia do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido. 8 Tive de noite uma visão, e eis um homem montado num cavalo vermelhob; estava parado entre as murteiras que havia num vale profundo; atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancosc. 9 Então, perguntei: meu senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei quem são eles. 10 Então, respondeu o homem que estava entre as murteiras e disse: São os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra. 11 Eles responderam ao anjo do Senhor, que estava entre as murteiras, e disseram: Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está, agora, repousada e tranquila. 12 Então, o anjo do Senhor respondeu: Ó Senhor dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás indignado faz já setenta anos? 13 Respondeu o Senhor com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo. 14 E este me disse: Clama: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião. 15 E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal. 16 Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o Senhor dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém. 17 Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: As minhas cidades ainda transbordarão de bens; o Senhor ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém.
A segunda visão: os quatro chifres e os quatro ferreiros
18 Levantei os olhos e vi, e eis quatro chifres. 19 Perguntei ao anjo que falava comigo: que é isto? Ele me respondeu: São os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém. 20 O Senhor me mostrou quatro ferreiros. 21 Então, perguntei: que vêm fazer estes? Ele respondeu: Aqueles são os chifres que dispersaram a Judá, de maneira que ninguém pode levantar a cabeça; estes ferreiros, pois, vieram para os amedrontar, para derribar os chifres das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá, para a espalhar.
A terceira visão: Jerusalém é medida
2 1 Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir. 2 Então, perguntei: para onde vais tu? Ele me respondeu: Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento. 3 Eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro. 4 E lhe disse: Corre, fala a este jovem: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão de homens e animais que haverá nela. 5 Pois eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória.
Israel exortado a voltar para Sião
6 Eh! Eh! Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor, porque vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o Senhor. 7 Eh! Salva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha da Babilônia. 8 Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. 9 Porque eis aí agitarei a mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou. 10 Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. 11 Naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao Senhor e serão o meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a ti. 12 Então, o Senhor herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém. 13 Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada.
A quarta visão: o sumo sacerdote Josué
3 1 Deus me mostrou o sumo sacerdote Josuéa, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe oporb. 2 Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreendec, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? 3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. 4 Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes. 5 E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do Senhor estava ali, 6 protestou a Josué e disse: 7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram. 8 Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovod. 9 Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniquidade desta terra, num só dia. 10 Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da videe e para debaixo da figueira.
A quinta visão: o candelabro de ouro entre duas oliveiras
4 1 Tornou o anjo que falava comigo e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono, 2 e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. 3 Junto a este, duas oliveirasa, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda. 4 Então, perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor, que é isto? 5 Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não, meu senhor. 6 Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabelb: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos. 7 Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!
8 Novamente, me veio a palavra do Senhor, dizendo: 9 As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa, elas mesmas a acabarão, para que saibais que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a vós outros. 10 Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do Senhorc, que percorrem toda a terra.
11 Prossegui e lhe perguntei: que são as duas oliveirasd à direita e à esquerda do candelabro? 12 Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado? 13 Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: não, meu senhor. 14 Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.
5 1 Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um rolo voante. 2 Perguntou-me o anjo: Que vês? Eu respondi: vejo um rolo voante, que tem vinte côvados de comprimento e dez de largura. 3 Então, me disse: Esta é a maldição que sai pela face de toda a terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma. 4 Fá-la-ei sair, diz o Senhor dos Exércitos, e a farei entrar na casa do ladrão e na casa do que jurar falsamente pelo meu nome; nela, pernoitará e consumirá a sua madeira e as suas pedras.
A sétima visão: a mulher e o efa
5 Saiu o anjo que falava comigo e me disse: Levanta, agora, os olhos e vê que é isto que sai. 6 Eu perguntei: que é isto? Ele me respondeu: É um efa que sai. Disse ainda: Isto é a iniquidade em toda a terra. 7 Eis que foi levantada a tampa de chumbo, e uma mulher estava sentada dentro do efa. 8 Prosseguiu o anjo: Isto é a impiedade. E a lançou para o fundo do efa, sobre cuja boca pôs o peso de chumbo. 9 Levantei os olhos e vi, e eis que saíram duas mulheres; havia vento em suas asas, que eram como de cegonha; e levantaram o efa entre a terra e o céu. 10 Então, perguntei ao anjo que falava comigo: para onde levam elas o efa? 11 Respondeu-me: Para edificarem àquela mulher uma casa na terra de Sinar, e, estando esta acabada, ela será posta ali em seu próprio lugar.
A oitava visão: os quatro carros
6 1 Outra vez, levantei os olhos e vi, e eis que quatro carros saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze. 2 No primeiro carro, os cavalos eram vermelhosa, no segundo, pretosb, 3 no terceiro, brancosc e no quarto, baios; todos eram fortes. 4 Então, perguntei ao anjo que falava comigo: que é isto, meu senhor? 5 Respondeu-me o anjo: São os quatro ventosd do céu, que saem donde estavam perante o Senhor de toda a terra. 6 O carro em que estão os cavalos pretos sai para a terra do Norte; o dos …
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