Juízes 13.24–16.31
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A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou.Sansão estava no campo de Dã, entre Zora e Estaol, quando começou a sentir que o Espírito do Senhor o dirigia.
14 O casamento de Sansão
Sansão desceu até a cidade de Timna e ali viu uma moça filistéia. Voltou para casa e disse ao seu pai e à sua mãe:
— Eu vi em Timna uma jovem filistéia. Peçam essa moça para mim porque eu quero casar com ela.
Mas o seu pai e a sua mãe responderam:
— Por que é que você foi procurar mulher no meio dos filisteus, aquela gente que não pratica a circuncisão? Será que você não podia achar mulher no meio dos nossos parentes ou entre o nosso povo?
Mas Sansão disse ao seu pai:
— É aquela a moça que eu quero. É dela que eu gosto.
O seu pai e a sua mãe não sabiam que era o Senhor Deus que estava orientando Sansão para fazer aquilo. Deus estava procurando uma oportunidade para atacar os filisteus, que naquele tempo dominavam o povo de Israel.
Sansão desceu com os seus pais até a cidade de Timna. Quando estavam passando pelas plantações de uvas de Timna, um leão novo veio rugindo para cima dele.Mas o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte. Com as suas próprias mãos, Sansão despedaçou o leão, como se fosse um cabrito. Porém não contou nem ao seu pai nem à sua mãe o que havia feito.
Então ele foi conversar com a moça e gostou dela.Poucos dias depois Sansão voltou lá para casar com ela. Saiu da estrada para dar uma olhada no leão que havia matado. E ficou espantado ao ver um enxame de abelhas e mel dentro do corpo do animal morto.Então tirou mel com as mãos e saiu comendo. Foi até onde estavam o seu pai e a sua mãe e lhes deu um pouco. E eles comeram. Porém Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão.
O pai de Sansão foi à casa da moça, e Sansão deu um banquete ali, como era o costume dos moços.Quando os filisteus o viram, trouxeram trinta rapazes para festejar com ele.E Sansão lhes disse:
— Eu tenho uma adivinhação para vocês. Aposto trinta túnicas de linho puro e trinta roupas finas que, antes de se passarem os sete dias da festa de casamento, vocês não me darão a resposta.
Eles responderam:
— Diga qual é a adivinhação.
Sansão disse:
“Do que come saiu comida,
e do forte saiu doçura.”
Três dias depois eles ainda não haviam encontrado a resposta para a adivinhação.
No quarto dia disseram à mulher de Sansão:
— Dê um jeito de fazer o seu marido dar a resposta da adivinhação. Se você não fizer isso, nós vamos pôr fogo na casa do seu pai e vamos queimar você junto. Vocês só nos convidaram para poder nos roubar, não foi?
Aí a mulher de Sansão lhe disse, chorando:
— Você não me ama! Você me odeia! Você deu uma adivinhação aos meus amigos e não me contou a resposta!
— Eu não contei nem para o meu pai nem para a minha mãe! — respondeu ele. — Por que acha que eu iria contar para você?
Então ela chorou durante os outros dias da festa. No sétimo dia, como a mulher não parava de insistir, ele disse a resposta. E ela contou aos seus amigos.Assim, no sétimo dia, antes de anoitecer, os homens da cidade disseram a Sansão:
“Que coisa é mais doce do que o mel?
E o que é mais forte do que o leão?”
Sansão respondeu:
— Se vocês não tivessem conversado com a minha mulher, não saberiam agora a resposta.
Então o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte, e ele desceu até Asquelom e ali matou trinta homens. Tirou as roupas finas que eles vestiam e as deu aos rapazes que tinham respondido à adivinhação. Depois voltou para a casa do seu pai, furioso com o que havia acontecido.
E a mulher de Sansão foi dada ao homem que tinha sido o seu padrinho de casamento.
Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão foi visitar a sua mulher e levou para ela um cabrito. E disse ao pai dela:
— Quero entrar no quarto da minha mulher.
Mas o pai não deixoue respondeu:
— Eu pensei que você a odiava, e por isso a dei em casamento ao seu amigo. Mas a irmã menor é ainda mais bonita. Se você quiser, pode ficar com ela.
Sansão disse:
— Desta vez eu não sou responsável pelo que fizer com os filisteus.
Então caçou trezentas raposas, amarrou-as duas a duas pelos rabos e prendeu em cada par de rabos uma tocha.Pôs fogo nas tochas e soltou as raposas nas plantações de trigo dos filisteus. E o fogo queimou não só o trigo que já havia sido colhido, mas também o que ainda estava nas plantações. Também os bosques de oliveiras foram queimados.E os filisteus perguntaram:
— Quem foi que fez isso?
E ficaram sabendo que Sansão tinha feito aquilo porque o seu sogro havia tomado a mulher dele e dado ao seu amigo. Então os filisteus foram e queimaram viva a mulher de Sansão e a família dela.Aí Sansão disse:
— Então é assim que vocês fazem? Pois eu juro que não descansarei até que paguem por isso!
E atacou furiosamente, matando muitos deles. Depois saiu de lá e foi para a caverna da rocha de Etã.
Sansão derrota os filisteus
Os filisteus foram, acamparam em Judá e atacaram a cidade de Leíd .Os homens de Judá perguntaram aos filisteus:
— Por que foi que vocês nos atacaram?
E eles responderam:
— Viemos até aqui para prender Sansão e fazer com ele o mesmo que ele fez com a gente.
Então três mil homens de Judá foram falar com Sansão na caverna da rocha de Etã. E disseram:
— Você não sabe que os filisteus mandam em nós? Por que você foi fazer aquilo?
— Eu fiz com eles o que eles fizeram comigo! — respondeu Sansão.
— Nós viemos até aqui para amarrar e entregar você aos filisteus! — disseram eles.
Sansão respondeu:
— Prometam que vocês não me matarão.
— Prometemos! — disseram eles. — Nós vamos somente amarrar você e entregar aos filisteus. Não vamos matá-lo.
Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da caverna.Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus, gritando, vieram encontrá-lo. Mas o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte. E ele arrebentou as cordas que amarravam os seus braços e as suas mãos, como se fossem fios de linha queimados.Encontrou por ali uma queixada de jumento que ainda não estava seca. Pegou a queixada e com ela matou mil homens.Aí começou a cantar assim:
“Com a queixada de um jumento,
matei mil homens.
Com a queixada de um jumento,
fiz montões e montões de corpose .”
Depois jogou fora a queixada. E aquele lugar foi chamado de “monte da Queixada”.
Sansão ficou com muita sede e fez esta oração a Deus, o Senhor:
— Tu me deste esta grande vitória. Será que agora vais deixar que eu morra de sede e caia nas mãos desta gente que não pratica a circuncisão?
Então, na cidade de Leí, Deus abriu um buraco, e dele saiu água. Sansão bebeu daquela água e sentiu-se bem melhor. Aquela fonte foi chamada de En-Hacoréfe existe até hoje.
Sansão governou o povo de Israel vinte anos, na época em que os filisteus dominavam aquela terra.
16 Sansão em Gaza
Dali Sansão foi até a cidade de Gaza. Lá viu uma prostituta e teve relações com ela. O povo de Gaza soube que Sansão estava lá. Então eles cercaram o lugar e ficaram a noite toda esperando Sansão no portão da cidade. Ficaram em silêncio, pensando:
— Vamos esperar o amanhecer. Então nós o matamos.
Mas Sansão ficou deitado somente até a meia-noite. Depois se levantou e arrancou o portão da cidade, com os batentes e as trancas. Pôs tudo nos ombros e carregou para o alto do monte que está em frente da cidade de Hebrom.
Sansão e Dalila
Depois disso Sansão se apaixonou por uma mulher chamada Dalila, que morava no vale de Soreque. Então os governadores das cinco cidades dos filisteus foram falar com ela. Eles disseram assim:
— Dê um jeito de Sansão contar a você por que ele é tão forte e como é que o poderemos dominar, amarrar e deixar sem defesa. Se você fizer isso, cada um de nós lhe dará mil e cem barras de prata.
Então Dalila pediu a Sansão:
— Por favor, me conte o segredo da sua força. Se alguém quiser amarrar você e deixar sem defesa, o que é que ele deve fazer?
Sansão respondeu:
— Se me amarrarem com sete cordas de arco, novas, que ainda não secaram, eu ficarei fraco e serei como qualquer um.
Aí os governadores dos filisteus trouxeram para Dalila sete cordas de arco, novas, que ainda não estavam secas, e ela amarrou Sansão.Dalila havia deixado alguns homens escondidos, esperando no outro quarto. Então gritou:
— Sansão! Os filisteus estão chegando!
E ele arrebentou as cordas de arco, como se fossem fios de linha queimada. Assim eles continuaram sem saber qual era o segredo da força de Sansão.Então Dalila lhe disse:
— Até agora você mentiu e caçoou de mim. Por favor, me diga como é que alguém pode amarrar você.
Sansão respondeu:
— Se me amarrarem com cordas novas, que nunca foram usadas, ficarei fraco e serei como qualquer um.
Aí Dalila pegou cordas novas e amarrou os braços dele. Depois gritou:
— Sansão! Os filisteus estão chegando!
Os homens estavam novamente escondidos, esperando no outro quarto. Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem fios de linha.
E Dalila disse:
— Você continua mentindo e caçoando de mim. Diga como é que alguém pode amarrar você.
Ele respondeu:
— Se você tecer num tear as sete tranças do meu cabelo e prendê-las com um prego grande de madeira, eu ficarei fraco e serei como qualquer um.
Então Dalila fez com que Sansão dormisse. Quando ele adormeceu, ela pegou e teceu as sete tranças dele num tear e prendeu-as com um prego grande de madeira. Depois gritou:
— Sansão! Os filisteus estão chegando!
Mas ele se levantou, arrancou o prego e tirou o cabelo do tear.Então ela disse:
— Por que você diz que me ama se isso não é verdade? Você me fez de boba três vezes e até agora não me contou por que é tão forte.
E ela continuou a perguntar isso todos os dias. Sansão ficou tão cansado com a insistência dela, que já não agüentava mais.E acabou lhe contando a verdade:
— O meu cabelo nunca foi cortado! — disse ele. — Eu fui dedicado a Deus como nazireu desde que nasci. Se o meu cabelo for cortado, perderei a minha força, ficarei fraco e serei como qualquer um.
Quando Dalila percebeu que ele tinha dito a verdade, mandou o seguinte recado aos governadores filisteus:
— Voltem de novo. Agora ele me disse a verdade.
Então eles…
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